Familiares da idosa, Renilda Aparecida Paim da Silva, de 62 anos, que morreu nesta quinta-feira (23) – após um acidente no cruzamento entre as ruas Santo Augusto e Rosa Maria Lopes Couto, no bairro Vida Nova, em Campo Grande – disseram à equipe de reportagem do Jornal Midiamax, que ligaram 35 vezes para o socorro, que chegou mais de uma hora depois da colisão.

Segundo a nora da vítima, após o acidente Renilda estava consciente, orientada e chegou a falar com o filho pelo celular, no entanto, não resistiu e morreu enquanto aguardava a chegada do socorro.

“Ela parecia que estava bem porque estava conversando, estava consciente. Pediu para falar com o filho, ligamos e ela conversou com ele pelo celular. Tudo isso enquanto aguardava alguma equipe de socorro. Ligamos 35 vezes, mas a resposta era de que não havia viatura. E nisso, ela foi parando de falar, e não respondeu mais. Os chegaram mais de uma hora depois do acidente, tentaram reanimar, mas não conseguiram mais”, relata.

A nora da vítima diz ainda que enquanto aguardava pelo socorro, buscou ajuda no Batalhão da do bairro Nova Lima, no entanto, foi informada pelos militares de que eles não poderiam interferir na vítima, que precisavam esperar pela equipe especializada de socorro.

“Fui lá pedir ajuda porque eles têm treinamento de primeiros socorros, mas disseram que não poderiam mexer nela, que tínhamos que esperar e, então, ligaram novamente para reforçar o pedido de socorro. Busquei toda ajuda possível. Tudo que eu pude fazer, eu fiz”, ressalta.

Procurada pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax, a assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), responsável pelo – informou que em alguns casos as viaturas estão empenhadas em outras ocorrências e repassam os acionamentos ao Corpo de Bombeiros.

Sobre o acidente envolvendo a idosa, a pasta informa que o tempo entre o chamado e o óbito foi inferior a 30 minutos e que “em nenhum momento foi informado que não havia viatura disponível”. Também disse que houve ligação posterior que alterou a gravidade do caso. Após isso, uma viatura dos bombeiros que estava mais próxima do local do acidente assumiu a ocorrência.

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Acidente

Segundo os familiares, Renilda havia se aposentado recentemente. Ela conduzia uma moto Honda Biz, de cor preta e seguia pela Rua Santo Augusto, quando foi atingida por um Honda HRV, cor branca, que estava na Rosa Maria Lopes Couto e invadiu a preferencial.

A motorista que dirigia o carro não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e foi conduzida para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para prestar esclarecimentos sobre o caso.

*Editada às 17h44 para acréscimo de nota retorno da Sesau