O CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de ) investiga um que estava atuando no hospital da cidade de Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande. A denúncia chegou à Polícia Civil, no dia 26 de abril. Mas, o caso só veio à tona nessa terça-feira (2). 

De acordo com o boletim de ocorrência, um médico plantonista estaria atendendo na unidade de saúde. Ainda segundo informações, o médico teria receitado uma dose alta a uma criança de 5 anos, o que levantou suspeitas, e então, houve a denúncia. 

Foram feitas pesquisas no CRM e nenhuma inscrição do médico foi localizada, como também nenhum número vinculado foi encontrado. 

Em contato com o presidente do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure afirmou que o médico em questão atua como “estagiário” com acompanhamento de outro médico como supervisor. “Ele está com um CRM provisório, fez todas as provas e passou no Revalida”, ele explicou.

Além disso, acrescentou que o brasileiro de 46 anos é um bom profissional e que atuou por muito tempo na Argentina, além de hospitais em e em Campo Grande. “O CRM deu um prazo para conseguir o [registro] definitivo”, afirmou Jacob Breure, que não confirmou se o profissional continua atendendo.

Tentamos contato com o hospital para saber se o médico continuava atendendo na unidade de saúde, mas não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para futuras manifestações. 

A reportagem entrou em contato com o CRM-MS e foi informada que o caso está sendo apurado.

“O presidente do CRM/MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), José Jailson de Araújo Lima, informa que na tarde de de hoje (02), foi realizada fiscalização no hospital Elmíria Silvério Barbosa, onde apurou-se a atuação de um médico sem o devido registro no Conselho. A entidade está trabalhando junto com as autoridades para levantar mais informações sobre o caso”, informou o CRM em nota.