Polícia

Testemunhas dizem que vereador executado na fronteira estava “depressivo e diferente” há 3 meses

Polícia ouviu 5 pessoas até o momento e está com mais um depoimento agendado para a próxima segunda-feira (3)

Graziela Rezende Publicado em 01/01/2022, às 16h29

None
Hugo era vereador em Paranhos - (Reprodução, Redes Sociais)

A Polícia Civil já ouviu cinco testemunhas sobre o caso da execução do vereador de Paranhos, Hugo Leonardo da Silva Gonçalves (MDB), em Sete Quedas, na região sul do estado. Ao Jornal Midiamax o delegado José Wilson Ferreira da Silva, titular da delegacia do município, disse que, ao menos 3 delas, disseram que o parlamentar estava  “depressivo e diferente” há 3 meses. 

“Estas pessoas tocaram neste assunto, falaram da mudança no estado anímico dele”, explicou Silva. Além delas, mais uma testemunha está agendada para a próxima segunda-feira (3). 

De acordo com a investigação, a vítima tinha um “comportamento fechado”, então, ainda não é possível saber se a tristeza do parlamentar seria pelo fato dele estar “desanimado com a política” ou então com uma separação recente ou ambas as coisas. 

Força-tarefa busca testemunhas oculares

Nessa sexta-feira (31), a força-tarefa na regiãotambém buscou testemunhas oculares, porém, todos as pessoas questionadas negaram ter presenciado o assassinato. 

“Fomos ao local novamente para entender melhor a dinâmica e procurar testemunhas oculares. A investigação segue ininterrupta desde a data dos fatos”, comentou o delegado. 

Até o momento, segundo a polícia, não houve prisões de suspeitos. Há, também, mais de uma linha de investigação para o crime. 

Entenda o caso

Hugo foi encontrado morto na quarta-feira (29), na região de Sete Quedas, a 459 quilômetros de Campo Grande. 

A princípio, a informação era de que o corpo teria sido desovado em uma plantação de soja. No entanto, conforme a polícia, o corpo de Hugo estava perto de um veículo, que tinha capotado. 

A suspeita é de que ele tenha sido perseguido enquanto dirigia. Ele então teria capotado o carro, e depois foi executado.

Jornal Midiamax