'Se eu pego, eu arrebento': jovem leva soco em boate e diz ter sido ignorada ao pedir ajuda em Campo Grande

Vítima machucou a boca e chegou a ser ameaçada
| 05/04/2022
- 10:33
'Se eu pego, eu arrebento': jovem leva soco em boate e diz ter sido ignorada ao pedir ajuda em Campo Grande
Imagem ilustrativa (Foto: Depositphotos)

Uma jovem, de 18 anos, denuncia que foi agredida com um soco no rosto em uma casa noturna e também tabacaria de Campo Grande, na madrugada de segunda-feira (4). A vítima relata que a agressão aconteceu após esbarrar em um homem. Ao procurar ajuda dos responsáveis da boate e seguranças foi ignorada, culpada e ameaçada pelo agressor.

A denúncia foi compartilhada no grupo do “Onde não Ir em Campo Grande”, onde a vítima contou que acabou esbarrando no rapaz e em seguida ele desferiu o soco no rosto, causando um corte na boca. Ela chamou o segurança do local, entretanto, o disse que ela teria jogado bebida sobre ele.  

“Questionei os seguranças sobre o que eles iriam fazer e eles simplesmente disseram que eu provoquei por derrubar a bebida no homem, sendo que eu não estava com bebida nenhuma, nem segurando copo ou garrafa eu estava. Os seguranças viram que eu não tinha nada em mãos. Insisti dizendo para verem as imagens das câmeras, e que eu apenas estava passando com minhas amigas, mas disseram que não havia câmeras no local”.

Ao Jornal Midiamax a vítima disse que se sentiu desamparada pelos responsáveis do local, já que afirmou ter sido agredida e ignorada, ouviu de seguranças e do gerente que o suspeito seria um frequentador assíduo da boate.

“Ninguém da casa fez nada porque o agressor, como disse o gerente, ‘gasta bastante’. Eles falaram que não viram a agressão, mas todo mundo viu e ouviu ele me ameaçando, dizendo que se batesse de verdade eu estava morta, que era para tomar muito cuidado que ele era bandido. Disse gritando e com tom ameaçador: olha o meu tamanho, se eu pego essa guria eu arrebento, não dou só um murro”.

Após as ameaças, ela e as amigas temeram ir embora e chamaram amigos para buscá-las. “Era a minha palavra e das minhas amigas, contra a palavra do agressor e cerca de uns seis amigos dele”.

Horas depois, ela entrou em contato com um funcionário da boate para saber o nome do agressor e registrar um boletim de ocorrência, entretanto, foi informada que não conheciam o rapaz. Ainda assustada, a vítima irá fazer um boletim de ocorrência hoje.

A reportagem entrou em contato com a boate, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para um posicionamento.

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