Operação Sintonia: Faccionado que repassava informações a ‘soldados’ do PCC é preso

Ele revelou que fugiria para outra cidade
| 20/04/2022
- 13:00
Operação Sintonia: Faccionado que repassava informações a ‘soldados’ do PCC é preso
Acusado foi preso na região central (Foto: Fala Povo, Midiamax)

Na noite de terça-feira (19), homem de 31 anos foi preso mediante cumprimento de mandado, expedido no âmbito da Operação Sintonia, contra a estrutura do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele é apontado como liderança importante na facção, pois repassava informações de dentro para fora dos presídios.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, equipe da Força Tática do 1º Batalhão da Polícia Militar recebeu informação de que o suspeito estaria nas proximidades da Praça Elias Gadia, na região central. Os militares então localizaram o homem e constataram que havia contra ele o mandado de em aberto.

No dia da Operação Sintonia, segunda-feira (18), o acusado não foi encontrado e era considerado foragido. Ele revelou ainda que fugiria para outra cidade. Na facção, o suspeito tinha como função repassar ordens que recebia da cúpula do PCC, de dentro do presídio, para os ‘soldados’ da facção nas ruas.

Em fevereiro, o acusado já tinha sido preso por tráfico de drogas, mas acabou solto com liberdade provisória em 21 de março. Agora, foi detido novamente e encaminhado para o presídio por integrar a organização criminosa armada.

Operação Sintonia

Operação Sintonia
(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi realizada na segunda-feira a Operação Sintonia, do (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Ao todo foram expedidos 67 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão, para serem cumpridos nas cidades de Campo Grande, Dourados, Amambai, Bela Vista, Corguinho, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina e Rochedo.

Durante as investigações contra o PCC, foi identificado que, mesmo de dentro dos presídios, os faccionados mantinham contato com membros do lado de fora, com uso de celulares. Estes eram responsáveis por autorizarem, gerenciarem e coordenarem a prática de crimes como tráfico de drogas, porte de arma, roubo, sequestro e homicídios em Mato Grosso do Sul.

O Gaeco ainda identificou crimes relacionados à estrutura financeira do PCC, da movimentação criminosa da facção para angariar dinheiro ilícito, bem como punir e manter a disciplina dos faccionados que não seguiam as “diretrizes” da organização criminosa. Ou seja, aqueles que não pagassem as dívidas com o tráfico de drogas ou a arrecadação das ‘rifas’, mensalidades pagas pelos integrantes do PCC.

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