Nesta terça-feira (22), a Polícia Federal realiza a terceira fase da Operação Pavo Real, que tem como alvo a quadrilha chefiada por Jarvis Pavão. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, as investigações iniciaram em 2019, quando foi identificada a organização criminosa voltada para ocultação do patrimônio obtido com o tráfico internacional de drogas.

Ainda foi identificado que o grupo era composto em grande parte pela família de Jarvis Pavão, atualmente detido no Presídio Federal de Segurança Máxima de Porto Velho (RO). Assim, nas investigações bilhetes foram aprendidos com Pavão.

Estes bilhetes tinham anotações de vários imóveis, identificados por siglas e codinomes, tanto no Brasil quanto no exterior. A liderança seria exercida por Pavão e pelo filho, que comandavam o tráfico internacional de drogas na fronteira de MS e Paraguai.

Terceira fase da operação

A primeira fase da operação foi deflagrada em junho de 2019, com mandados de busca e apreensão em imóveis de luxo, em Porto Velho (RO). Nesses locais, viviam familiares de Pavão e na operação foram apreendidas armas e documentos.

Com isso, foi identificado o esquema de lavagem de dinheiro. Já a segunda fase ocorreu em julho de 2020, com apoio do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e Receita Federal.

Ali, a organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e ocultação de bens foi desmantelada financeiramente. O dinheiro seria todo proveniente do tráfico de drogas e na ação foram presas lideranças, bem como foi feito sequestro de bens.

Em 2020, foram cumpridos 21 mandados de prisão e 5 mandados de prisão domiciliar – já que as investigadas tinham filhos com menos de 12 anos – além de 67 mandados de busca e apreensão.

Além disso, a Justiça Federal determinou o sequestro de 17 veículos de luxo, avaliados em R$ 2,3 milhões, além do sequestro de todos os veículos em nome ou uso dos investigados. Também foram sequestrados cerca de 50 imóveis, com valores que superam os R$ 50 milhões.

Mesmo sem a apreensão de droga ao longo da investigação, a Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 302 milhões das contas de 96 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas.

Também foram suspensas atividades comerciais de 22 empresas utilizadas pela organização criminosa para a movimentação dos valores ilícitos. Assim, a PF identificou novos membros da quadrilha.

Nesta nova fase das investigações, a partir da análise dos dados, foram identificados 58 veículos e 73 imóveis de luxo e elevado valor, avaliados em mais de R$ 80 milhões. Parte desses bens já haviam sido vendidos a terceiros de boa-fé.

Com isso, nesta terça-feira são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal, além do sequestro de 16 veículos e 66 imóveis do grupo criminoso, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Porto Velho (RO).