‘Não vai trazer meu filho de volta’, lamenta mãe após condenação de dupla por morte de mecânico

| 19/04/2022
- 20:49
‘Não vai trazer meu filho de volta’, lamenta mãe após condenação de dupla por morte de mecânico
Mãe de Diego assassinado com 16 tiros (Henrique Arakaki, Midiamax)

Marcus Vinicius da Costa Ruiz, 27 anos, e Reginaldo Luciano Cavalheiro, de 35 anos, foram condenados nesta terça-feira (19) pelo homicídio qualificado do mecânico Diego Eufrásio da Silva. O rapaz foi assassinado aos 24 anos, em outubro de 2016, em um posto de combustível na Avenida Duque de Caxias.

O Conselho de Sentença decidiu pela condenação da dupla, por homicídio qualificado por motivo fútil. Na sentença assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Marcus foi condenado a 12 anos de e Reginaldo a 13 anos, por ser reincidente. Os dois vão cumprir pena em regime inicial fechado.

“Conforta um pouco meu coração. Para mim não foi o suficiente, mas está bom. Se cumprir ao menos 10, está bom”, disse Josemara Pereira, mãe de Diego, que acompanhou o julgamento. “Não vai trazer meu de volta, mas pelo menos eu lutei para a justiça ser feita. Tenho dó da mãe do rapaz, mas ela vai lá abraçar, beijar o filho dela… Eu nunca mais vou abraçar meu filho”, lamentou.
Relato sobre morte do mecânico

“Estava com a cabeça quente, foi um momento de deslize. Se eu pudesse, voltava atrás”, falou Marcus durante depoimento em plenário. Ele ainda alegou que está arrependido, dizendo também que Reginaldo nada tinha a ver com a história. O réu também disse que atirou nas costas de Diego, quando o mecânico já estava no chão, “Achei que ele tinha matado meu amigo e eu poderia ser o próximo”, falou.

Após confusão em uma festa, Marcus disse que saiu a ‘caça’ de Diego pela cidade, rondando por várias conveniências até que acharam o mecânico, no Jardim Aeroporto. Marcus também contou que quando desceu do carro, Diego o reconheceu fazendo menção de estar armado, sendo nesse momento que sacou a arma e fez os disparos.

Reginaldo falou para o júri que testemunhas que o reconheceram, no dia do crime, poderiam ter confundido ele com outra pessoa. Ele ainda afirmou que na festa ouviu disparos e que quando percebeu que as pessoas estavam fugindo, acabou indo embora também.

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