Ministério Público paraguaio denuncia policiais que fraudaram sistema para beneficiar traficantes

José Luis Bogado Quevedo já tem uma condenação por tráfico no Brasil
| 03/08/2022
- 17:21
Ministério Público paraguaio denuncia policiais que fraudaram sistema para beneficiar traficantes
Policiais Ramón e Félix foram denunciados pelo Ministério Público do Paraguai (Foto: Reprodução / ABC Color)

Os procuradores do Ministério Público do Paraguai acusaram os suboficiais Ramón B. Vargas Espinoza e Félix A. Ayala Caballero, pelos atos puníveis de frustração e de perseguição penal, acesso indevido a sistemas informáticos e alteração de dados relevantes à prova, nesta quarta-feira (03). Os dois são acusados de fraude no sistema informático policial, após apagarem mandado de prisão contra o traficante José Luis Bogado Quevedo.

Os dois policiais foram afastados dos cargos após descoberta de envolvimento na fraude para beneficiar o traficante. José tem condenações por tráfico no e foi ferido a tiros durante o ataque no domingo (30) fevereiro, que vitimou a influencer Cristina Vita Aranda.

Alterações no documento

Conforme informações do site ABC Color, s procedimentos realizados na do atentado a tiros revelaram que agentes da Polícia Nacional estiveram envolvidos na alteração do cadastro de Bogado Quevedo, que desde 2019 possuiu um mandado de prisão para extradição para o Brasil. Onde já é condenado por tráfico de drogas.

Através de averiguações do Ministério Público, apurou-se que, em 3 de janeiro de 2019, o Departamento de Informações Policias recebeu o Oficio Nº: 4, de 27 de dezembro de 2018, por meio do qual o juiz provisório do Juízo Criminal de Garantias Nº9 de Assunção, solicitou a prisão para fins de extradição de José Luis Bogado Quevedo.

Esse oficio foi carregado no sistema informático da polícia no dia de 4 de Janeiro de 2019. No campo correspondente da causa, o operador identificado como ‘medinas’, alterou os dados de “detenção para fins de extradição” e colocou no lugar os dados de “prisão preventiva-captura”.  Os policiais envolvidos no esquema ainda teriam alterado dados do traficante em várias outras ocasiões.

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