Justiça nega liberdade a cigarreiro que fugiu de cerco policial na fronteira de MS

Carlos Alexandre Goveia, o Kandu, foi um dos alvos da Operação Teçá
| 12/02/2022
- 18:45
Kandu foi preso em condomínio de luxo em Paulínia no ano passado
Kandu foi preso em condomínio de luxo em Paulínia no ano passado - Arquivo/Midiamax

Considerado um dos principais contrabandistas de cigarro do país, investigado na Operação Teçá, Carlos Alexandre Goveia, o Kandu, teve negado pedido para revogação de sua prisão preventiva. Considerado foragido, ele foi encontrado em outubro de 2021 em Paulínia (SP), depois de escapar de cerco policial em Salto del Guairá.

Na mesma operação, seu comparsa, o ex-policial militar Fábio Costa, o Pingo ou Japonês, foi preso.

Goveia solicitou a liberdade provisória mesmo já tendo medidas cautelares afastadas em processo movido desde 2019. Fatos como o suposto exercício de atividades lícitas, ser tecnicamente réu primário e ter residência física não foram considerados suficientes para garantir liberdade ao réu.

A defesa do denunciado ainda tentou afastar sua periculosidade, por supostamente não ter cometidos atos mediante uso de violência. Contudo, para o juízo da 1ª Vara Federal de Naviraí, seu risco para a sociedade se manifestou pelo poder de ação: Goveia é acusado de atuar “em uma complexa organização criminosa de longa atuação na região de fronteira de com o , voltada ao contrabando de cigarros, delito que lesa a ordem tributária, a indústria, a economia nacional e, sobretudo, a saúde pública”.

Além disso, o MPF (Ministério Público Federal) alertou que Goveia é acusado de usar documentos falsos e ter permanecido foragido desde agosto de 2019, quando a Teçá foi deflagrada. E, mesmo foragido, “reingressou no território nacional clandestinamente, estabelecendo nova vida, tendo alugado imóvel, adquirido veículo, matriculado o filho em escola, demonstrando assim capacidade de se esquivar das autoridades judiciárias”.

Alegação de problemas de saúde em membro da família também foi rechaçada, por não ser comprovado que o pai seria o único responsável por seus cuidados ou que ele passe por necessidades por conta da prisão. “O contexto dos fatos indica claramente a necessidade de manutenção da prisão preventiva do acusado”, sentenciou.

Conforme noticiado pelo Jornal Midiamax, Goveia foi preso em um condomínio de luxo de Paulínia em 22 de outubro de 2021. Ele era considerado foragido da Justiça e apresentou documentos falsos à Polícia Militar.

Em 11 de outubro de 2020, operação do Departamento Contra o Crime Organizado, Grupo Tático da Polícia Nacional e Ministério Público do Paraguai foram atrás de Kandu em um condomínio de Salto del Guairá, vizinha a Mundo Novo, a 463 quilômetros de Campo Grande. Suspeita-se que informações vazadas favoreceram sua fuga. Apesar disso, ele teve bens bloqueados pela Justiça.

No entanto, Pingo, considerado comparsa de Kandu e também investigado na Teçá, foi preso e, mais tarde, extraditado para o Brasil.

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