Polícia

Golpista usa perfil de loja para atrair ‘investidores’ e dona é ameaçada por vítimas

Homem se passou por proprietário da loja para atrair as vítimas

Thatiana Melo Publicado em 07/01/2022, às 09h25

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(Reprodução)

A dona de uma loja, de 30 anos, acabou tendo uma surpresa desagradável ao descobrir que a sua empresa estava sendo usada para atrair ‘investidores’, o que acabou em várias vítimas lesadas por estelionatário, que desapareceu em Campo Grande. 

Segundo a proprietária da loja, que fica na região da rua Spipe Calarge — ela preferiu manter sua identidade em segredo — o autor teria sido contratado por ela em outubro de 2019 para fazer assessoria de comunicação de sua loja nas redes sociais. O homem teria se apresentado como profissional da área para a vítima.

Mas, em outubro de 2020, a dona do estabelecimento encerrou o contrato com o autor já que ela havia passado a fazer a divulgação de sua loja. Após algum tempo, a vítima passou a receber ameaças em seu celular pelo WhatsApp de ‘investidores’ cooptados pelo estelionatário que estava se passando por dono da loja. 

“Levei um susto quando comecei a receber as mensagens porque as pessoas estavam achando que eu era cúmplice dele, e até explicar que eu não sabia o que estava ocorrendo”, disse a dona do local. “Já passei muito nervoso com essa história”, disse. Em algumas mensagens enviadas para a proprietária, as vítimas pedem o ressarcimento do dinheiro investido. Alguns teriam ‘investido’ R$ 20 mil, outros R$ 8 mil.

A dona da loja disse que não teve ainda prejuízos financeiros, mas teme que possa ocorrer com as várias vítimas já feitas  pelo estelionatário, que desapareceu. “Tentei ir atrás dele, mas fui bloqueada por ele em todas as redes sociais. Ele está dando o telefone da loja para as vítimas, que acabam achando que tenho envolvimento”, falou.  

Para conseguir cooptar ‘investidores’, o estelionatário entrava e contato com as vítimas se passando pelo dono da loja e explicando o retorno financeiro que teriam, caso investissem dinheiro na loja — uma espécie de pirâmide financeira. Por exemplo: ele afirmava que se a pessoa investisse R$ 500 teria um retorno de R$ 600 em 30 dias e assim por diante. 

Uma das vítimas chegou a dizer que achava que o investimento seria em mercadorias compradas para a loja e depois os lucros divididos. “Só quero que ele (estelionatário) seja encontrado”, disse a proprietária da loja. Um boletim de ocorrência foi registrado contra o estelionatário, que é procurado. A polícia investiga o caso. 

Jornal Midiamax