Executado no Los Angeles foi investigado por assaltar casas para levar produtos ao Paraguai

Em um dos roubos, família com duas crianças foi feita refém durante quatro horas
| 30/07/2022
- 15:20
Executado no Los Angeles foi investigado por assaltar casas para levar produtos ao Paraguai
Membros da quadrilha foram presos pela Derf. (Foto: Arquivo Midiamax)

Isidoro Cáceres, de 35 anos, executado na noite dessa sexta-feira (29) no Bairro Los Angeles, já foi investigado por integrar uma quadrilha que fazia roubos e furtos em Campo Grande para levar veículos para o Paraguai, no ano de 2016. Ele foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por organização criminosa, mas acabou sendo absolvido ao longo do processo, por falta de provas.

Isidoro foi apontado como responsável pela venda de produtos furtados pelos outro nove denunciados. Parte do grupo foi presa pela Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) em maio de 2016 após assaltarem uma família e manterem-na em cárcere privado, que residia no Jardim TV Morena.

Conforme consta na denúncia do MPMS, Isidoro encontrava-se com outro acusado em um local pré-combinado e recebia os produtos furtados para vendê-los no Paraguai. Na época, a Derf também investigava outros crimes de furto e roubo ocorridos entre os meses de abril e junho, os quais parte dos integrantes da quadrilha, posteriormente, confessaram também terem participação.

Durante as audiências, os policiais civis que participaram das investigações alegaram que não foram encontrados produtos do roubo especificamente com Isidoro. Uma vizinha dele também depôs e alegou que nunca tinha o visto vendando ou comprando produtos sem a devida origem comprovada. Isidoro foi absolvido do crime de organização criminosa, da qual era acusado.

Família refém por 4 horas

A família que teve a assaltada pela quadrilha foi feita refém por cerca de quatro horas. No dia 19 de maio de 2016, dois membros do grupo foram até a residência e renderam marido e mulher, de 37 e 51 anos. Eles foram obrigados a entrarem na casa e foram amarrados no quarto juntos aos filhos, duas crianças.

Enquanto isso, dois dos criminosos saíram do local levando um Honda CRV com destino ao Paraguai, e um ficou cuidando dos reféns. Em seguida, outros dois chegaram à casa em uma picape, para também participarem do cárcere. Estes, por sua vez, pegaram vários objetos do imóvel e foram embora, deixando o comparsa sozinho novamente.

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Local do crime era residência da vítima e trailer de lanches. (Foto: Gabriel Neves, Midiamax)

O assaltante permaneceu na casa, mantendo a família amarrada, até o momento em que o integrante da quadrilha responsável por levar o ao Paraguai ligou e disse que havia atravessado a fronteira com o carro roubado.

O bandido encarregado de 'cuidar' das vítimas amarradas foi embora quando uma comparsa chegou à residência em um táxi para buscá-lo, momento em que a família percebeu que eles haviam deixado o local e conseguiu fugir.

Segundo o delegado responsável pelas investigações à época, os carros eram roubados na Capital, levados ao Paraguai e vendidos. Com o dinheiro, o grupo comprava drogas e revendia o entorpecente em Campo Grande.

Mais de 50 disparos

No local do crime, a residência onde ele morava com a esposa, a perícia recolheu mais de 50 cápsulas de calibre 9mm. Os autores estavam em uma motocicleta de cor escura.

Segundo testemunhas, a dupla teria descido da moto, ambos armados com pistola, e disparado várias vezes contra Isidoro, que estava na sala de sua casa. No local também funciona um comércio de lanches.

Antes de fugir, os autores teriam efetuado disparos também contra o veículo da vítima, um Toyota Corolla branco, que segundo a polícia não tinha restrições, e foi devolvido para a esposa de Isidoro. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava em óbito.

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