Defesa pede prisão domiciliar de caminhoneiros paraguaios acusados de extorsão

Líderes sindicais são acusados de pedir propina para evitar greve
| 22/04/2022
- 10:43
Defesa pede prisão domiciliar de caminhoneiros paraguaios acusados de extorsão
Dinheiro foi entregue por representante do governo e usado como flagrante (Foto: Divulgação)

A advogada de defesa dos cinco caminhoneiros paraguaios detidos na quarta-feira da semana passada no Paraguai, Mirian Fernández, pediu a domiciliar dos seus clientes. O grupo é acusado de cobrar inicialmente 1 milhão de dólares para não fazer greve contra o governo em virtude dos aumentos de combustíveis.

Ainda de acordo com a defesa, a prisão preventiva é irregular, uma vez “não há elementos que possam demonstrar um ato coercitivo de considerável ameaça”, conforme publicada pelo Última Hora. Os acusados devem participar de uma audiência por videoconferência marcada para a próxima semana.

Os líderes dos caminhoneiros detidos solicitaram US$ 1 milhão para não fechar as rotas no que resta do governo de Mario Abdo Benítez e o ministro do Interior, Federico González, apresentou uma denúncia por extorsão perante o Ministério Público.

Durante a ação desencadeada pela Polícia Nacional, foram presos o presidente da Federação dos Caminhoneiros do Paraguai, Ángel Zaracho, juntamente com Roberto Almirón e Vicente Medina, chefe e membro da Federação de Transportadores Autônomos do Paraguai.

Além deles, Juan Friedelin, da Federação dos Caminhoneiros do Paraguai, e Julio César Solaeche, da Associação dos Caminhoneiros de Ovetenses, foram flagrados pela Polícia Nacional durante a entrega de 50 mil dólares.

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