Celulares e pen drives de professora suspeita de abusar de crianças em Campo Grande serão periciados

Professora deverá prestar depoimento na próxima semana
| 13/05/2022
- 09:54
Celulares e pen drives de professora suspeita de abusar de crianças em Campo Grande serão periciados

A polícia através da Depca (Delegacia de à Criança e ao Adolescente) apreendeu celulares, pen drive, computador e CDs na casa da professora suspeita de abusar e de maus-tratos contra crianças de 4 a 5 anos, de uma escola em bairro nobre de Campo Grande.

Segundo a delegada Fernanda Félix, na tarde de quinta-feira (12) foram cumpridos os mandados de busca e apreensão na residência da professora. De lá foram apreendidos, dois celulares da suspeita, além do aparelho do marido. Também serão periciados o computador, pen drive e CDs para ver se há material de cunho sexual.

O HD com imagens das câmeras da porta do banheiro da sala de aula passará por perícia. Ainda segundo Fernanda, as professoras assistentes serão ouvidas na próxima semana, assim como,  os donos da escola. A professora suspeita também será ouvida.

Ao todo cinco boletins de ocorrência foram registrados, sendo três por estupro e dois por maus-tratos, com 3 meninas e 2 meninos como vítimas. Um dos fatos ocorreu há 1 ano. Todas as crianças já foram ouvidas em depoimento especial na delegacia. Uma das mães contou emocionada ao Jornal Midiamax que, a filha reproduziu em casa ato libidinoso. A mãe, então, questionou sobre quem teria feito aquilo com a criança e, inclusive, perguntou se teria sido alguém do convívio, da família.

No entanto, a resposta da criança teria sido de que a professora teria repetido os gestos com ela. A menina ainda teria relatado outros tipos de abuso. Abalada, a mãe levou a menina na psicóloga em que ela fazia terapia, de onde recebeu indicação de uma terapeuta infantil. A criança também foi levada na ginecologista.

Teria sido no último domingo (8) - Dia das Mães - que a empresária encontrou uma amiga na escola. A filha estuda com a menina de 3 anos e a mulher comentou sobre o ocorrido, já que no sábado a criança teria novamente reproduzido o ato. A amiga da empresária, então, relatou que o mesmo estava acontecendo com a filha dela.

Relatos de estupro

Conforme denúncia, os abusos teriam começado em 2021, sendo que um menino teria sido estuprado pela professora. Os pais notaram o comportamento estranho do filho e o levaram até uma psicóloga, que disse que a criança seria vítima de abuso sexual. Então, os pais procuraram a escola e teriam tido como resposta que a professora era inocente e que trabalhava há anos no local. "Nos chamaram de loucos", relatou uma das mães.

Todas registraram boletins de ocorrência que vão de maus-tratos a estupro contra a professora. O caso é investigado e, só quando foi acionada pela polícia, a escola teria afastado a profissional, apesar dos relatos dos pais desde o ano passado sobre o comportamento dela em sala, observado pelas câmeras.

“Só hoje (quinta) consegui me levantar da cama”, disse uma das mães que relatou ter descoberto com os outros pais que sua filha também era abusada pela professora na escola. “Estão tentando abafar o caso”, disse a mãe da menina. Ela contou que a filha estava frequentando a escola há sete meses, e que no começo estava tudo normal.

Mas, depois de um , a menina começou a não querer ir para a escola. Ainda segundo a mãe, por motivos de saúde da filha, a criança deixou de ir um tempo para a escola, cerca de 1 mês, mas quando retornou, a filha voltou a demonstrar que não queria ir para a escola. A menina por gestos teria demonstrado que era abusada pela professora.

Ainda de acordo com uma das mães, as crianças chegaram a ser ouvidas pela psicóloga da escola, que negou qualquer tipo de abuso. Porém, na delegacia, quando ouvidas em depoimento especial, o estupro teria sido confirmado, segundo relato dos pais.

Em um dos registros por maus-tratos contra uma criança de 4 anos, há o relato de que a professora puxava os cabelos da vítima e a segurava pelos braços na sala de aula, fazendo-a sentar na cadeira à força. Ela ainda xingava a menina. A mãe contou que viu pelas imagens de câmeras na sala a agressão da professora ao vivo contra seu filho, que não queria ir mais para a escola.

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