Polícia

Três são presos pela morte de Aliana, estuprada e carbonizada em canavial às margens da BR-163

Autores afirmaram que decidiram matá-la por possuir "dívida considerável" pela compra de drogas

Danielle Errobidarte Publicado em 01/06/2021, às 17h43

None
(Foto: Rones Cézar/ Alvorada Informa)

Foram presos nesta segunda-feira (31) os três autores do homicídio de Aliana Dias dos Santos, encontrada morta e carbonizada às margens da BR-163, em um canavial em Nova Alvorada do Sul, distante 120 quilômetros da Capital. Ela estava enrolada em um tapete e com as roupas íntimas abaixadas no joelho.

Segundo a Polícia Civil, os mandados de prisão temporária dos autores – dois homens de 21 e 37 anos, e uma mulher, de 31 – foram cumpridos em Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. As investigações apuraram que a vítima era usuária de entorpecentes. No dia do crime, ela foi até a residência dos autores em busca de drogas.

Por possuir uma dívida de alto valor na compra dos entorpecentes, Aliana foi sentenciada a morte pelos traficantes. Ela foi atingida com diversos golpes em seu corpo, principalmente no rosto, e constatou-se, após perícia, que teve múltiplas fraturas.

Com a gravidade das lesões, Aliana foi colocada em um carro e deixada a cerca de 15 quilômetros do local, no canavial aonde foi encontrada dois dias depois do desaparecimento, nas margens da BR-163. No dia seguinte ao crime, os autores ainda voltaram no local e atearam fogo no corpo da vítima, com a intenção de dificultar a identificação. Ela ainda foi estuprada pelos dois homens e a causa da morte foi constatada como esganadura.

O veículo usado para transportar a Aliana foi identificado e um mandado de busca e apreensão também foi expedido pela Polícia Civil de Nova Alvorada do Sul. No imóvel dos autores foram encontrados entorpecentes e armas brancas.

Em depoimento à polícia, um deles confessou o crime e os outros dois permaneceram em silêncio. O trio responderá por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. A pena pode ultrapassar 30 anos de reclusão.

Jornal Midiamax