Polícia

Trans vítima de estupro coletivo faz cirurgia reconstrutora em Campo Grande

Família organiza uma manifestação para a próxima sexta-feira (2)

Thatiana Melo Publicado em 28/06/2021, às 09h31

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(Henrique Arakaki, Midiamax)

A transexual que foi sequestrada e vítima de estupro coletivo passou por cirurgia reconstrutiva no Hospital Universitário, em Campo Grande. A polícia ainda buscas pelos autores do crime que aconteceu no dia 18 deste mês. 

Segundo informações passadas pelo hospital, a paciente passou neste domingo (27) por uma cirurgia para reconstrução do reto. Está com um dreno e tomando medicações. Estão sendo realizados exames de doenças infecciosas. A paciente está bastante quieta e reflexiva, mas aparentemente forte. Está se alimentando com dieta líquida.

A delegada da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) Bárbara Camargo disse ao Jornal Midiamaxque estão sendo feitas diligências desde do conhecimento dos fatos, mas informações por ora para não serão repassadas para não atrapalhar as investigações.

Manifestação

Uma manifestação está sendo organizada para a próxima sexta-feira (2), que começará em frente a quadra de esportes da Avenida Aeroclub percorrerá as ruas da cidade até a chegada em frente a Prefeitura em um ato contra a barbárie cometida contra a vítima, no dia 18 deste mês. 

Além da manifestação, amigos e familiares organizaram uma vakinha virtual para ajudar a vítima, que ainda está internada no hospital devido à gravidade dos ferimentos que sofreu. Ela passou por cirurgia e não há previsão de alta. 

Sequestro e estupro coletivo

Ela foi abordada na Rua Tietê, na Vila Sobrinho, por dois homens que estavam em um veículo vermelho, no dia 18 deste mês onde foi levada até uma casa. A vítima foi agredida violentamente, estuprada e obrigada inclusive a ter relações sexuais com um cachorro. Hospitalizada com ferimentos graves, ela foi ouvida pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) antes de passar por cirurgia. 

Depois, foi abandonada na rua, bastante machucada. Uma das linhas de investigação do caso é de LGBTfobia, crime de ódio praticado motivado pela orientação sexual e/ou identidade de gênero das vítimas. O caso foi denunciado à polícia na noite de sexta-feira (25), quando a vítima conseguiu falar sobre os crimes sofridos.

Jornal Midiamax