Tenente-coronel preso durante operação contra máfia dos cigarreiros é absolvido pela Justiça

Durante a deflagração da operação em maio de 2020, sete foram presos
| 22/04/2021
- 17:06
Tenente-coronel preso durante operação contra máfia dos cigarreiros é absolvido pela Justiça
(Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

Foi absolvido pela Justiça das acusações de corrupção passiva, peculato e associação criminosa, o tenente-coronel Erivaldo José Duarte, que acabou preso durante a deflagração da Operação Avalanche, feita pelo (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em maio de 2020.

A absolvição do tenente-coronel saiu em fevereiro deste ano, quando o Conselho Estadual de Justiça rejeitou as denúncias que na época foram imputadas ao militar. Ele foi absolvido pela maioria 3x2, sendo que na mesma audiência foi absolvido, o sargento da Polícia Militar Wilgruber Valle Petzold, que virou depois da deflagração da Operação Piromania ser deflagrada pelo Gaeco, em maio de 2020. Não se sabe se a sentença foi reformada.

Operação Oiketicus III

A operação Avalanche é um desdobramento da Oiketicus e está em sua terceira fase, com cumprimentos de mandados em várias cidades do Estado. Em Dourados, a casa do comandante do 3º batalhão local da PM também foi alvo de cumprimento de mandado de busca e os agentes saíram do local com vários documentos. O comandante foi levado para o batalhão de polícia da cidade e contra ele havia um mandado e prisão.

A primeira fase da Operação Oiketikus foi desencadeada pelo Gaeco do Ministério Público Estadual e pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, em 2018 e levou a prisão cerca de 29 policiais que foram denunciados por corrupção passiva e organização criminosa, por integrarem a chamada “Máfia dos Cigarreiros”.

As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de davam suporte ao contrabando, mediante pagamento sistemático de propina, interferindo em fiscalização de caminhões de cigarros para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos, além de adotarem outras providências voltas para o êxito do esquema criminoso. Os cigarreiros agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas. As atividades eram desenvolvidas em dois grandes núcleos.

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