Polícia

'Sensação de impunidade': Parecer é contra liberdade de homem que matou por dívida de R$ 1 mil

Bruno Matos foi assassinado com um tiro no peito por uma dívida de conta de luz

Thatiana Melo Publicado em 04/08/2021, às 11h37

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Rua onde aconteceu o assassinato - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi negado pela Justiça o pedido da revogação de Adenilson Silvio Perdono Padilha, acusado do assassinato de Bruno Matos de Oliveira, no dia 19 de maio em frente a sua casa, no bairro Sírio Libanês, em Campo Grande. A defesa alegou que Adenilson não representava um risco à sociedade. 

De acordo com o advogado de Adenilson, ele não representaria um risco à sociedade, como também teria residência fixa, além de filhos, família que dependem do acusado. Mas, em seu parecer, o MPMS (Ministério Público Estadual) foi contra a revogação da prisão preventiva do acusado, assim como a aplicação de medidas cautelares.

Segundo o despacho do MP, “as circunstâncias do delito imputado ao requerente repercutem negativamente na sociedade, sendo certo que a liberdade do acusado no presente momento provocaria sensação de impunidade, fazendo-se a prisão necessária para, além de resguardar a credibilidade da justiça, assegurar a paz da comunidade, sensivelmente abalada por delitos desta natureza.”

Em Diário da Justiça desta quarta-feira (4), foi negada a liberdade provisória, como também, de aplicação das medidas cautelares. Bruno foi assassinado com um  tiro no peito. 

Na época, um morador contou ao Jornal Midiamaxque era a primeira vez que Bruno estava visitando a casa da sogra quando houve a briga com o autor. A confusão era com outro familiar da namorada de Bruno, sendo que ele foi tentar apartar a briga depois de ver a namorada sendo empurrada.

Nisso, Adenilson acabou disparando um tiro que acertou a vítima no peito. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas o rapaz morreu no local. A testemunha disse que a briga seria por causa de uma conta de luz, e que o valor seria em torno de R$ 1 mil, mas que não sabia dizer de quem seria a dívida na casa ou se era do autor.

Jornal Midiamax