Polícia

Proprietário rural é preso por degradar córrego, caça, cativeiro de animais, maus tratos e posse de armas

Acusado dois pássaros e duas gaiolas, 6,2 kg de carne de jacaré, três armas de fogo, cinco munições calibre 38 e uma munição calibre 28, além de 20 galos

Diego Alves Publicado em 13/05/2021, às 20h23

Divulgação, PMA
Divulgação, PMA

A PMA (Polícia Militar Ambiental) de Campo Grande prendeu e autuou um infrator em R$ 26 mil por degradação de córregos, caça, manter aves silvestres em cativeiro, maus tratos a galos de rinha e posse de armas.

Policiais ambiebtais receberam denúncias de funcionários de uma empresa, de que o vizinho colocava constantemente bovinos na propriedade da companhia, localizada no município de Ribas do Rio Pardo, a 60 km da cidade, causando danos ambientais e patrimoniais, especialmente às áreas protegidas de matas ciliares de córregos da fazenda pelo pisoteio do gado para a dessedentação e forrageamento.

Uma equipe foi ontem (12) ao local e durante vistoria na propriedade rural confirmou a denúncia. Foram verificadas degradações ambientais provocadas pelo gado do denunciado em áreas de matas ciliares de córregos (Área de Preservação Permanente-APP), que cortam a fazenda pertencente à empresa, que não cria animais. O gado acessava livremente à vegetação das áreas protegidas dos cursos d’água e o pisoteio estava causando degradações no solo e margens e contribuindo com o assoreamento dos córregos. O infrator foi notificado a retirar o gado da área protegida.

Galos de rinha (maus-tratos)

Na sede da propriedade do infrator, os Policiais verificaram 20 galos domésticos da espécie galo-índio (Gallus gallus domesticus) que eram mantidos em gaiolas de madeira, extremamente apertadas, com restrição de movimentos, privação de luz solar e circulação aérea inadequada, o que, por si só, caracteriza-se maus-tratos. Alguns animais apresentavam ferimentos na crista e peito e apresentavam-se mutilados, com as esporas cortadas. Os galos e gaiolas foram apreendidos. O infrator é reincidente por maus tratos relativos a rinhas de galos.

Pássaros ilegalmente em cativeiro

Na varanda da residência do infrator havia duas gaiolas com pássaros silvestres, sendo um da espécie pássaro-preto, que o homem afirmou ter capturado na propriedade e o outro da espécie curió (anilhado), que segundo ele pertencia a seu filho, que havia comprado de um criador em Campo Grande, porém, não havia a licença ambiental. As aves foram apreendidas e foram encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS).

Caça (Jacarés abatidos) e posse ilegal de armas
Ainda na varanda, em um freezer foram encontrados 6,2 kg de carne de jacaré. Diante do animal, ou animais abatidos, os Policias perguntaram se o infrator possuía armas de fogo. Ele confirmou que possuía três armas e munições, que estavam no interior de sua caminhonete. As armas e munições não tinham documentos e foram apreendidas.

Apreensões

Ao todo foram apreendidos com o acusado dois pássaros e duas gaiolas, 6,2 kg de carne de jacaré, três armas de fogo, cinco munições calibre 38 e uma munição calibre 28, além de 20 galos.

O infrator de 70 anos, recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo, onde ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma, com pena prevista de um a três anos de detenção. Ele também responderá por mais quatro crimes ambientais. 1 - crime ambiental de degradação de área de preservação permanente (APP), com pena é de um a três anos de detenção; 2 - por caça de animais silvestres com pena de seis a um ano de detenção; 3 - por manter animais silvestres ilegalmente em cativeiro, com pena de seis meses a um ano de detenção e; 4 – maus tratos a animais, com pena de três meses a uma ano de detenção. O infrator, residente em Ribas do Rio Pardo, também foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 26 mil. (Informações, assessoria)

Jornal Midiamax