Polícia

Preso por matar detetive alega que 'orientadora espiritual' deu prazo para cometer o crime

Ele também aponta a mulher como mandante do homicídio

Renata Portela Publicado em 23/06/2021, às 16h18

Givaldo foi preso com mais duas pessoas
Givaldo foi preso com mais duas pessoas - (Foto: Adalberto Domingos)

Em depoimento à polícia, Givaldo Ferreira Santos, de 62 anos, relatou que a orientadora espiritual Sueli da Silva, de 56 anos, seria a mentora da morte de Zuleide Teles da Rocha, 57 anos, esposa do detetive. O crime aconteceu no último fim de semana em Dourados, cidade distante 225 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o acusado, ele e Zuleide eram casados há 15 anos e tinham empresas juntos. Ele confessou o crime e também revelou que planejava o assassinato da esposa há aproximadamente 30 dias. No entanto, alegou que não era o mandante nem mesmo o mentor do assassinato.

Givaldo contou que era muito amigo de Sueli, que era a ‘orientadora’ espiritual dele e também mãe de santo. Se dizendo muito humilhado pela esposa, ele teria sido ordenado a assassinar a mulher até dia 20 de junho, para ‘se livrar’. No interrogatório ele chegou a dizer que não sabia da participação do filho no crime, nem mesmo saiu de casa no sábado em que a esposa foi morta.

Tudo isso para criar um álibi. Somente no domingo ele teria ficado sabendo detalhes do crime por Sueli. Givaldo ainda relatou que era chantageado pela esposa, porque os bens estavam todos no nome dela.

Depoimento de Sueli

Já a orientadora de Givaldo relatou para a polícia que não participou do crime. Ela contou que desde dezembro de 2020 o amigo e o filho Willian Ferreira dos Santos, de 25 anos, já planejavam a morte de Zuleide. Inclusive, teriam contratado uma pessoa para cometer o crime, mas ela teria desistido.

Recentemente, Willian que estava morando no Mato Grosso teria retornado, para arquitetar o crime com o pai. No dia 17 de junho, o rapaz teria ido até a casa de Sueli com um celular, que alegou ter recebido de Givaldo para ligar para Zuleide e marcar um serviço com ela. Isso tudo com intuito de enganar a vítima.

Sueli ainda afirmou que não foi ela quem ligou para Zuleide, mas sim uma outra mulher que esteve na casa dela no sábado, alegando que iria se benzer. Tal mulher teria dito para a vítima que precisava dos serviços dela como detetive e marcou o encontro. No dia do crime, Willian foi ao local com José Olímpio de Melo Júnior, de 32 anos.

Júnior assumiu ser o autor dos disparos que mataram Zuleide. Como pagamento, Givaldo quitaria uma dívida de R$ 25 mil que ele tinha com agiotas, pagando parcelado. Já Willian teria recebido R$ 500 para voltar para Mato Grosso. Mesmo sabendo da intenção do assassinato, Sueli afirmou que não avisou a polícia porque não pensava que eles seriam capazes de cometerem o crime.

Ela disse ainda que não participou, apenas permitiu que a casa fosse usada como forma de Givaldo, Willian e Júnior se encontrassem.

Jornal Midiamax