Polícia

Preso por matar sócio no Inferninho tinha perfil fake para aliciar adolescentes em Campo Grande

Ele é suspeito de ter cometido ao menos dois estupros

Thatiana Melo e Dayene Paz Publicado em 24/05/2021, às 09h16

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Corpo foi encontrado na cachoeira do inferninho no dia 1º de maio de 2020. - (Foto: Leonardo de França/ Arquivo Midiamax)

Leandro Pereira Florenciano, que foi preso no dia 26 de abril deste ano, acusado da morte de Gleison da Silva Abreu, que teve o corpo encontrado na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, tinha perfis falsos para aliciamento de adolescentes de Campo Grande.

Segundo a delegada da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) Marília de Brito, foi pedida a manutenção da prisão preventiva de Leandro na última sexta-feira (21) devido as investigações sobre os abusos cometidos por Leandro.

De acordo com a delegada, foi descoberto vários perfis falsos na internet de Leandro para o aliciamento de adolescentes sendo que com uma das vítimas mantinha um ‘relacionamento’. As possíveis vítimas de Leandro ainda não foram identificadas. Ele é suspeito de pelo menos dois estupros.

Leandro foi preso junto de Agnaldo Freire de 50 anos, sendo os dois acusados da morte de Gleison, que teria se envolvido em uma trama de ganho de dinheiro criada por Leandro, que tinha até folders para demonstrar a licitude da empresa e convencer Gleison de que o investimento era certo, mas ele não poderia falar sobre a transação com ninguém. Nisso, a vítima acabou dando dinheiro para Leandro perdendo entre R$ 15 e R$ 18 mil, da venda de uma moto e de um acerto trabalhista, que esperava triplicar.

Uma das hipóteses é que Gleison teria ido cobrar Leandro sobre os lucros do dinheiro investido, mas como tudo não passava de uma mentira acabou assassinado.

Relembre o caso

O corpo foi encontrado por um grupo de amigos que fazia trilha pela cachoeira, e os militares do Corpo de Bombeiros levaram cerca de três horas para retirá-lo do local. A vítima estava de barriga para baixo, não sangrava e apresentava rigidez. A suspeita é de que ele tenha sido desovado pela madrugada.

O corpo estava no local entre quatro e oito horas, e foi constatado que apresentava traumatismo generalizado no crânio e lesões na perna e no pescoço. Gleison estava desparecido desde o dia anterior.

Jornal Midiamax