Polícia

PF bloqueou até redes sociais de grupo investigado por tráfico de cocaína em MS e 7 estados

Ação contra o tráfico cumpriu mais de 100 mandados

Renata Portela Publicado em 15/09/2021, às 12h52 - Atualizado às 12h52

Mandados foram cumpridos em 8 estados
Mandados foram cumpridos em 8 estados - (Divulgação, PF)

A Operação Carga Prensada, que cumpriu mandados em Mato Grosso do Sulna manhã desta quarta-feira (15), chegou a bloquear contas da organização criminosa nas redes sociais. O grupo, que atuava em ao menos 8 estados, era especializado no tráfico de cocaína e maconha e estava sob investigação desde 2019.

De acordo com a Polícia Federal, foram 45 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vilhena (RO). Polícia Militar e Ministério Público de Rondônia também atuaram na ação. Assim, foram cumpridos mandados em Rondônia, também no Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Além do tráfico de drogas em grande escala no território brasileiro, também são investigados crimes de comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Conforme o inquérito policial, os integrantes da organização criminosa enviavam grandes quantidades de cocaína de Rondônia para outros estados.

Já de MS saíam os carregamentos de maconha, que eram distribuídos em Rondônia e no Acre. Durante a fase sigilosa da investigação, que teve início no final de 2019, mais de 2,5 toneladas de drogas foram apreendidas. Além das prisões e buscas, foi feito bloqueio de contas utilizadas por investigados e suas empresas, e sequestro de aproximadamente 150 veículos.

Também foi feita suspensão de atividades de empresas relacionadas à lavagem de dinheiro, medidas cautelares diversas da prisão e até bloqueio de contas da organização criminosa em redes sociais. Dentre os bens sequestrados, estão imóveis, uma aeronave e uma lancha, todos adquiridos com valores obtidos com atividades ilícitas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais, organização criminosa e falsidade ideológica, cujas penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

Jornal Midiamax