Polícia

Perícia diz que bêbado acusado de homicídio em boate era incapaz de entender o que fez

Autor diz em sua versão que estavam bêbado e teria sido agredido

Renan Nucci Publicado em 29/06/2021, às 14h46

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Foto Ilustrativa

Laudo de insanidade mental assinado por médico psiquiatra atesta que Bruno Cardoso Cristaldo, acusado de cometer homicídio em uma boate na cidade de Aquidauana, a 139 quilômetros de Campo Grande, era incapaz de entender o caráter ilícito dos atos. De acordo com o perito, à época dos fatos o réu sofria de transtornos mentais e comportamentais devido ao uso excessivo de álcool, em consequência de intoxicação aguda.

O crime ocorreu no dia 8 de junho de 2019, em um estabelecimento na Avenida Doutor Sabino. Na oportunidade, Marcos Felipe Godoy da Cunha estava no local se divertindo com amigos e familiares, entre eles uma adolescente. Em dado momento, Bruno passou a perturbar a adolescente e mostrou o dedo do meio a ela. Sem entender, a menor pediu para que os amigos conversassem com o autor, para que ele parasse com as provocações.

No entanto, Bruno teria dado um tapa no rosto da menina. Marcos então tentou impedi-lo, sendo esfaqueado. A vítima foi socorrida e ficou internada até o dia 28 daquele mês, quando faleceu. Em sua versão, Bruno disse que estava bêbado demais e que alguém havia lhe agredido com uma garrafada na cabeça. Disse ainda que seria esfaqueado, mas conseguiu reagir e tirar a faca, atacando seu suposto agressor e esfaqueando-o.

A defesa ingressou com pedido de incidente de insanidade mental, que foi deferido pela Justiça. O exame feito pelo perito psiquiatra atesta os transtornos mentais e comportamentais. “À época dos fatos o periciado era inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato bem como inteiramente incapaz de determinar-se de acordo com esse entendimento”, diz a resposta encaminhada à defesa no corpo do laudo.

Jornal Midiamax