Polícia

Perícia aponta que desovado no Inferninho foi asfixiado; suspeitos são presos e companheiro de um deles morre em casa

Crime completa um ano no próximo dia 1º; um dos preso ainda tinha drogas em sua residência

Danielle Errobidarte Publicado em 26/04/2021, às 17h52

Corpo foi encontrado na cachoeira do inferninho no dia 1º de maio de 2020.
Corpo foi encontrado na cachoeira do inferninho no dia 1º de maio de 2020. - (Foto: Leonardo de França/ Arquivo Midiamax)

Dois homens, suspeitos pelo assassinato de Gleison da Silva Abreu, ocorrido no dia 1º de maio de 2020, foram presos nesta segunda-feira (26) no Bairro Santa Emília, em Campo Grande. Leandro Pereira Florenciado, de 38 anos, e Agnaldo Freire Mariz, de 50, ficarão detidos preventivamente durante 30 dias.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, ao todo foram expedidos quatro mandados de busca e dois mandados de prisão temporária de um mês, todos relacionados à investigação que apura a morte de Gleison. Na época com 25 anos, ele foi encontrado morto na Cachoeira do Inferninho, na saída para Rochedo, na MS-060.

O marido de um deles, que não será identificado, foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (26) por enforcamento, ele teria se suicidado após saber da prisão do companheiro. Ele também estaria sendo investigado por suposto envolvimento no crime.

Segundo apurado pela reportagem, o envolvimento de Gleison com um esquema de pirâmide é apurado como potencial motivação para o crime. Agnaldo também foi preso em flagrante por tráfico de drogas, já que em sua residência foram encontrados um tablete de maconha, pesando 575 kg, e um papelote com substância análoga à maconha, com peso de 70 gramas.

As drogas estavam escondidas na garagem, que fica aos fundos da residência, próximo a churrasqueira. Agnaldo confirmou que a droga era sua e que já havia sido preso por tráfico anteriormente. Ainda não se sabe o contexto da morte de Gleison. Contudo, o laudo pericial aponta causa do óbito por asfixia. As investigações, feitas pela DEH (Delegacia de Homicídios), irão apurar se Gleison pode ter sido morto em outro local, e jogado na cachoeira.

Relembre o caso

O corpo foi encontrado por um grupo de amigos que fazia trilha pela cachoeira, e os militares do Corpo de Bombeiros levaram cerca de três horas para retirá-lo do local. A vítima estava de barriga para baixo, não sangrava e apresentava rigidez. A suspeita é de que ele tenha sido desovado pela madrugada.

O corpo estava no local entre quatro e oito horas, e foi constatado que apresentava traumatismo generalizado no crânio e lesões na perna e no pescoço. Gleison estava desparecido desde o dia anterior.

Jornal Midiamax