Polícia

Penas de traficantes que 'puxavam' droga da fronteira por rio em MS somam mais de 50 anos

Grupo transportava maconha e cocaína para várias regiões do Brasil a partir de MS

Renan Nucci Publicado em 26/05/2021, às 17h20

Drogas, armas e rádios apreendidos pela PF durante a operação
Drogas, armas e rádios apreendidos pela PF durante a operação - Divulgação

Hélio Marques da Silva, Gilberto da Rosa Gomes, Lucas Washington Pereira da Silva (conhecido como “B-18”) e Adalberto Sapiência Tomaz foram condenados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico internacional. Eles são acusados de integrar uma quadrilha que 'puxava' entorpecentes por uma rota ‘caipira’ a partir da fronteira com a Bolívia, seguindo por rio até Coxim e depois o resto do Brasil.

Diego da Costa Vitorino, também ligado ao grupo, foi condenado apenas por associação associação criminosa. Os cinco foram desarticulados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Paralelos 18/5, deflagrada em julho do ano passado. Eles foram denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) e condenados pela Justiça Federal de Corumbá.

As investigações que culminaram na operação tiveram início com a apreensão de 160 quilos de maconha em veículo pertencente a Lucas, no município de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. A partir daí, após atividade de monitoramento, obteve-se autorização judicial para a realização de sucessivas interceptações telefônicas, que resultaram em outras quatro apreensões de entorpecentes diretamente ligadas ao grupo.

Uma delas ocorrida em outubro de 2017, em Guapó (GO), totalizando 60 quilos de cocaína, e outra em abril de 2018, em Mineiros (GO), totalizando 59 quilos de cocaína, que embasaram a ação penal. Em ambos os casos a droga vinha da Bolívia, adentrando em território nacional através da cidade de Corumbá, e seguia, via fluvial, até Coxim. 

A partir de Coxim, município localizado na região norte de Mato Grosso do Sul,  prosseguia por rodovia para ser distribuída inclusive no nordeste do país. Conforme relatado nos autos, Lucas realizou o transporte do entorpecente de Corumbá até  Coxim, Gilberto foi o responsável pela logística do esquema a partir da de Coxim, Adalberto exerceu a função de “batedor” da carga, e Hélio foi o financiador e o responsável pelo entorpecente apreendido, já que era o destinatário da carga. 

Hélio foi condenado a 17 anos de reclusão, Lucas e Gilberto a 21 anos, Adalberto a 11 anos e Diego a 4 anos. A sentença também condenou o grupo ao pagamento de multa, bem como determinou o perdimento de bens em favor da União, dentre eles duas camionetes Toyota Hilux, dois automóveis Honda Civic, um automóvel Audi A3, além de dois imóveis.

Jornal Midiamax