Polícia

Militar baleado por PMs ao defender mulher na rua recebe alta da Santa Casa

Policial ficou internado por quatro dias após ser atingido por um tiro no tórax

Thatiana Melo Publicado em 17/09/2021, às 08h44

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(Arquivo)

O policial militar que foi ferido a tiros, na madrugada do dia 12 deste mês, na Avenida Presidente Vargas, em Campo Grande, quando tentava defender uma mulher de ser agredida, recebeu alta da Santa Casa na tarde desta quinta-feira (16). Os colegas de farda que atiraram contra o militar foram afastados.

Segundo a assessoria de comunicação do hospital, o militar recebeu alta após passar quatro dias internado ao ser ferido com um tiro no tórax. Ele passou por um dreno na unidade de saúde. 

PM ferido

A confusão ocorreu quando o militar ferido a tiros tentava defender uma mulher de ser agredida, na madrugada do dia 12, em frente a um bar. Diante da briga, o cabo da PM (Polícia Militar) interveio para mediar o conflito entre os dois e ainda acionou reforço policial. Ele estava de folga no dia do ocorrido.

A viatura chegou e, neste momento, o policial se aproximou do veículo com a arma em punho. Quando o condutor da viatura viu que um indivíduo se aproximava armado, efetuou o disparo contra o próprio policial que os havia chamado. Em seguida, o comandante da viatura desembarcou e, ao contornar a viatura, se deparou com a vítima e efetuou mais disparos.

O cabo foi socorrido e levado para a Santa Casa. Houve uma segunda vítima, uma mulher, que assistia à confusão e acabou atingida por um tiro no braço. Segundo informações apuradas, a perícia recolheu três estojos de munição ao lado da viatura.

Militares afastados

Um procedimento administrativo foi instaurado para apurar a conduta dos policiais que atiraram contra um colega de farda que tentava socorrer uma mulher, que era agredida pelo companheiro, na madrugada do dia 12 de setembro, na Avenida Presidente Vargas.

Segundo o tenente-coronel Guilherme, da assessoria de comunicação da PMMS, foi aberto o PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar), pelo batalhão onde os policiais estão lotados com acompanhamento pela Corregedoria. Os militares deverão ser afastados até o fim do processo administrativo.

Jornal Midiamax