Polícia

Marido que matou a esposa na sala de casa em MS queria se separar, dizem amigos

Filha disse que Gisele havia descoberto uma traição do marido

Thatiana Melo Publicado em 14/05/2021, às 08h51

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Foram disparados seis tiros, mas apenas um atingiu Gisele

Ainda em choque com a morte de Gisele da Silva Amarilha assassinada pelo próprio marido, na tarde desta quinta-feira (13) em Porto Murtinho, distante 454 km da Capital, amigos relataram ao Jornal Midiamax que o casal já vinha brigando, discutindo há um tempo. Uma das motivações levantadas para o feminicídio é de que Gisele teria descoberto uma traição de Paulo.

Amigos, que preferiram manter a identidade preservada, contaram que Gisele e Paulo Sérgio mantinham uma vida normal, tanto que o homem trabalhava há 19 anos na propriedade rural, onde vivia com a vítima. Mas, que ultimamente vinham brigando muito e Paulo havia pedido a separação a esposa, que não aceitava segundo os amigos. Mas, segundo informações prestadas pela filha aos policiais é de que a mãe teria descoberto uma traição de Paulo.

Uma das filhas de Gisele junto do marido deve prestar depoimento ainda nesta sexta-feira (14), na delegacia da cidade para maiores esclarecimentos.

Nesta quinta (13), o casal passou a discutir novamente e a briga foi ouvida por outras pessoas que também moravam próximo nos arredores da sede da fazenda. Tiros foram ouvidos e a primeira pessoa a ver os corpos na sala teria sido uma das filhas de Gisele que também morava na propriedade rural.

Foram cerca de seis tiros disparados, sendo dois picotados de uma arma calibre .22. Mas, apenas um dos tiros atingiu Gisele abaixo do peito o que causou a sua morte no local. Paulo fez um disparo contra a cabeça próximo ao ouvido e foi transferido ainda com vida para a Santa Casa de Campo Grande, onde está internado sob escolta policial.

A morte de Gisele teria ocorrido por volta de 12h30 sendo que o corpo só foi levado para o IML (Instituto de Medicina Legal) de Jardim por volta das 18h20, ou seja, uma demora de seis horas para que a perícia chegasse ao local.

(Colaboração Edcarlos/ Rádio Alto Paraguai)

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