Polícia

Mais um caso: morador procura a polícia para denunciar furto de relógio de energia em Campo Grande

Primeiro caso ocorreu no Bairro Monte Castelo, onde ladrão furtou 10 metros de fios de energia

Gabriel Maymone Publicado em 04/09/2021, às 21h53

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Imagem ilustrativa - Divulgação

Proprietária de imóvel comercial procurou a polícia na noite deste sábado (03) para denunciar o furto de dois relógios de medição de energia, que teriam ocorrido no início da noite de sexta-feira (02), em um salão na Vila Carvalho, em Campo Grande.

Conforme o boletim de ocorrência, a dona do imóvel informou que ficou sabendo do crime na manhã deste sábado através de um vizinho. Então, dirigiu-se à Cepol do Bairro Piratininga para denunciar o caso.

É o segundo caso semelhante registrado na noite deste sábado em Campo Grande. O outro ocorreu em uma casa no Bairro Monte Castelo, onde o morador teve 10 metros de fios de energia de cobre furtados.

Crime recorrente

O furto de fios da rede elétrica e iluminação pública é um crime recorrente em Campo Grande. Os ladrões miram no cobre que compõe esse material, que é posteriormente revendido em sucatas. Porém, além dos transtornos aos consumidores dos serviços de energia, o furto de fios de rede elétrica também ocasiona prejuízos em altas cifras.

Somente no primeiro semestre de 2021, um prejuízo de R$ 106.778,74 em reparos desse segmento foi contabilizado em todo Mato Grosso do Sul pela concessionária de energia, a partir de 13 obras de manutenção causadas por furtos nas redes de distribuição, entre transformadores, para-raios e condutores roubados no Estado.

Já na Capital, os números são bem mais impressionantes. Ao Jornal Midiamax, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) relatou que o custo mensal para manutenção de serviços após furto de cabos alcançou o valor médio de R$ 100 mil, entre material e mão de obra, somente em 2021.

Ainda conforme a Secretaria, o tempo médio para religar um poste de iluminação pública pode variar entre um e cinco dias, e todo o serviço é financiado com recursos da Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de iluminação Pública). Ou seja: quem paga a conta é o consumidor.

Jornal Midiamax