Polícia

Mais de 25 pessoas já foram autuadas por participarem de casamento clandestino

Polícia segue identificando convidados

Renata Portela Publicado em 07/06/2021, às 12h48

Casamento continuou mesmo após alerta da polícia
Casamento continuou mesmo após alerta da polícia - (Divulgação, Sejusp)

Polícia Civil e Polícia Militar de Maracaju, cidade distante 160 quilômetros de Campo Grande, já identificaram e autuaram mais de 25 pessoas que participaram do casamento no último sábado, com mais de 50 convidados. A festa clandestina com aglomeraçãocontou com show de Jads e Jadson.

De acordo com o major Edcezar Zeilinger, comandante da CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) de Maracaju, familiares do noivo procuraram a unidade na noite de sábado pedindo autorização para realizarem a festa. “Nós informamos sobre as restrições e proibições impostas pelo decreto e que não poderia haver festa, comemoração ou qualquer tipo de aglomeração”, afirmou.

Mesmo assim, já por volta das 21 horas denúncias sobre a festa de casamento na fazenda, na MS-460, foram recebidas pela PM. O local fica a aproximadamente 30 quilômetros da área urbana da cidade e, quando as equipes chegaram ao local, vários convidados fugiram. “Qualificamos aqueles que permaneceram no local, para que respondam por infração de medida sanitária, prevista no Código Penal, encerramos a festa e informamos inclusive que caso insistissem, responderiam também por desobediência”, disse o comandante.

Após a saída da PM, os responsáveis pela fazenda e pela festa continuaram com a celebração. “No domingo nos deparamos com diversos vídeos divulgados nas redes sociais, mostrando não apenas que a festa teve continuidade, mas que não houve qualquer respeito às medidas sanitárias, pois todos estavam sem máscaras e aglomerados”, relatou o major Edcezar.

Conforme a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), os vídeos foram apreendidos pela Polícia Civil e serão usados como provas. Também servem para que o maior número de pessoas seja identificado, para que respondam pelas infrações.

De acordo com o delegado Guilherme Sarian, tanto os donos da propriedade rural, como organizadores e convidados irão responder por desobediência e infração de medida sanitária preventiva, crimes estes previstos nos artigos 330 e 268, do Código Penal, que prevê penas de 15 dias a 1 ano de detenção, mais multa.

“Nós iremos encaminhar todo o material que temos para a Vigilância Sanitária, para que esses autores sejam também responsabilizados administrativamente”, afirmou o delegado. A Vigilância Sanitária de Maracaju informou que um processo administrativo foi iniciado e que haverá uma reunião, ainda nesta segunda-feira (7) entre o órgão, a PM e a Polícia Civil, para identificar todos os participantes do evento.

Jornal Midiamax