Justiça nega mais uma vez pedido de devolução de R$ 112 mil para reabertura da Pantanal Cap

Foi negada pela 3º Vara Criminal de Campo Grande, nesta quinta-feira (7), dois pedidos feitos para a devolução de R$ 112 mil e a reabertura do escritório na sede prédio da Pantanal Cap. A 6º fase da Operação Omertà, denominada Arca de Noé, foi deflagrada no dia 2 dezembro de 2020, e 12 pessoas tiveram […]
| 08/01/2021
- 13:05
Justiça nega mais uma vez pedido de devolução de R$ 112 mil para reabertura da Pantanal Cap
(Leonardo França, Midiamax) - (Leonardo França, Midiamax)

Foi negada pela 3º Vara Criminal de Campo Grande, nesta quinta-feira (7), dois pedidos feitos para a devolução de R$ 112 mil e a reabertura do escritório na sede prédio da Pantanal Cap. A 6º fase da Operação Omertà, denominada Arca de Noé, foi deflagrada no dia 2 dezembro de 2020, e 12 pessoas tiveram a prisão decretada.

Nos pedidos feitos pelo deputado estadual , a defesa argumentou que a origem do dinheiro era licito e que om prédio onde funcionava a sede dom Pantanal Cap também era usado para outras finalidades, como atendimento de outras três empresas que funcionam no local. No início de dezembro de 2020, a juíza Eucélia Moreira Cassal decidiu por manter o prédio fechado, além de negar a devolução de bens apreendidos durante a última fase da Operação Omertà.

Em sua decisão nesta quinta (7), a magistrada pontuou que “Ainda, importa destacar que os delitos em apuração, envolvendo organização criminosa e lavagem de capitais, tem como base a dissimulação levada a efeito para manutenção de práticas ilícitas. Dito isso, a permissão para que no prédio, cuja lacração ocorreu para impedir a continuidade da atividade da empresa investigada, outras permanecem em funcionamento, torna inócua a medida de início deferida. Assim, a decisão de fechamento e lacração do imóvel localizado na Rua Uberlândia, 406, nesta capital se mantém pelos seus termos”.

Em resposta ao argumento da defesa que na sede do Pantanal Cap funciona em distinção a empresa, o atendimento a pessoas, e por isso, o pedido de liberação, a juiz conclui afirmando que, “No entanto, diante da natureza das atividades exercidas pelo parlamentar atendimento ao público, verifica-se que pode exercê-las sem grande esforço em outro espaço”, relatou a magistrada.

Arca de Noé

A sexta fase da Operação Omertà foi realizada em 2 de dezembro, por agentes do Gaeco, Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e a Assaltos e Sequestros), com apoio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Batalhão de Choque e Força Tática.

Foram cumpridos mandados de prisão, que acabaram na prisão de Cláudio Rosa de Moraes; Augustinho Barbosa Gomes; Darlene Luiza Borges; José Ney Martins, Cícero Balbino; Leonir Pereira de Souza; Raimundo Nery de Oliveira; Patrícia Pereira Lyra; Tatiana Freitas; Marcilene de Lima Ferreira; Renato de Lima Fontalva e Ricardo Alexandre Cáceres Gonçalves.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e feito o bloqueio de mais de R$ 18 milhões das contas da Pantanal Cap. A empresa foi alvo da ação e foi lacrada, mediante determinação da Justiça. Agora, deve parar as atividades. Além da sede, também foram cumpridos mandados na casa do deputado Jamilson Name, filho de , alvo da primeira Omertà e também dono da Pantanal Cap.

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