Polícia

Dupla é condenada a 35 anos por degolar jovem em tribunal do crime em Campo Grande

Crime aconteceu em julho de 2019

Diego Alves e Danielle Errobidarte Publicado em 21/10/2021, às 00h28

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(Foto: Leonardo de França - Arquivo Midiamax)

Denilson Ramires Cardoso, vulgo 'Caverna', e Igor de Oliveira Porto, foram condenados a 35 anos de prisão em regime fechado pela morte de Bruno Schon Pacheco, 27 anos, em julho de 2019, durante 'tribunal do crime' do PCC. O julgamento ocorreu pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande nesta quarta-feira (20). Denilson foi condenado a 21 anos e Igor a 14 anos de prisão.  

Eles e outros dois comparsas foram presos durante a madrugada do dia 31 de julho de 2019, junto a um adolescente, de 17 anos, apreendido, por equipes do GOI (Grupo de Operações Investigação), pela morte de Bruno. A vítima foi encontrada degolada em uma área de vegetação no final da rua Maria de Lourdes Vieira de Matos, Jardim Centro Oeste, em Campo Grande, no dia 29 do mesmo mês.

Foram presos Denilson Ramires Cardoso, conhecido como ‘Caverna’, Jeferson Silva Custódio, conhecido como ‘Alemão’, Carlos Eduardo Osório Martins, Igor de Oliveira Porto. O carro, um veículo Volkswagen Golf de cor dourada, usado para levar Bruno até o local de seu assassinato também foi apreendido pela polícia.

Relembre o crime

Bruno foi capturado pelo grupo e levado até uma residência no bairro Paulo Coelho Machado, onde ficou em cárcere privado até o seu julgamento na área de vegetação do Jardim Centro Oeste, sendo degolado pelos membros da facção criminosa.

A morte de Bruno teria partido do Presídio de Segurança Máxima. Testemunhas teriam visto um carro preto na região desovando o rapaz, mas informações da polícia são de que Bruno teria sido morto no local. O corpo estava de barriga para baixo e o rosto ensanguentado.

Os suspeitos teriam tentado decapitar a vítima, mas desistiram e deixaram o corpo no local. Segundo informações, pela cena do crime, o rapaz não teria reagido em nenhum momento, ajoelhou e foi degolado. A polícia não descarta que os suspeitos tenham gravado a execução.

Resgatado por PMs do Tribunal do Crime

Bruno Pacheco teria sido sequestrado por volta das 17h do último dia 2 de julho por dever mensalidades à facção criminosa.Jackson Patrick da Costa, de 26 anos, conhecido como ‘Charada do PCC’, levou o rapaz do bairro Planalto até o Tijuca, em carro de um motorista de aplicativo. ‘Charada do PCC’ disse à vítima que iriam fazer a sua desfiliação da facção. No entanto, Bruno contou aos policiais não acreditar no ‘irmão’, sabendo já que seria assassinado depois de passar pelo tribunal do crime.

A polícia chegou até a casa depois de uma denúncia anônima. Quando os militares entraram na residência e fizeram uma varredura, encontraram Bruno, que confirmou estar passando por julgamento e esperando o veredito. Informações passadas pela polícia são de que Bruno devia várias mensalidades à facção — a mensalidade do PCC é de R$ 485 por mês.

Jornal Midiamax