Polícia

Juiz reavalia e mantém prisão preventiva de mulher que matou e esquartejou chargista

Ela está presa desde novembro de 2020

Renata Portela Publicado em 30/06/2021, às 13h12

Clarice foi presa pelo homicídio
Clarice foi presa pelo homicídio - (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Nesta terça-feira (29), foi reavaliada a prisão de Clarice Silvestre de Azevedo, de 45 anos, massagista acusada de matar e esquartejar o chargista Marcos Antônio Rosa Borges. O crime aconteceu em 21 de novembro de 2020, em Campo Grande, e ela foi presa três dias depois.

A reavaliação da prisão preventiva é feita a cada 90 dias. Conforme decisão do juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, não há fato novo que justifique colocar a ré em liberdade. Com isso, foi mantida a prisão de Clarice, acusada do homicídio e ocultação de cadáver do chargista.

Homicídio e ocultação de cadáver

A denúncia foi apresentada em 2 de janeiro. Conforme o relato, na manhã de 21 de novembro de 2020, Clarice matou Marcos na casa, no Bairro São Francisco. Com a ajuda do filho João Victor, ainda destruiu e ocultou o cadáver da vítima.

O relato na denúncia é de que Marcos era cliente da massagista Clarice e mantinha um relacionamento amoroso com ela. No entanto, ele não queria assumir a relação oficialmente, o que incomodava Clarice. No dia do crime, eles combinaram uma massagem e a vítima foi até a casa da autora.

Após a massagem, Marcos foi tomar banho na parte de cima da casa de Clarice. Ao sair, os dois começaram a discutir sobre o relacionamento e Clarice empurrou a vítima da escada. Em seguida, esfaqueou o chargista, o atingindo nas costas e tórax. A denúncia aponta que Marcos permaneceu agonizando no local e Clarice colocou um lençol sobre o corpo dele.

Ela saiu para comprar sacos de lixo, já com a intenção de ocultar o cadáver da vítima e ligou para o filho. O rapaz foi até a casa da mãe e os dois cortaram o corpo de Marcos em várias partes, lavaram e colocaram em sacos e depois em malas de viagem. Mãe e filho levaram o corpo da vítima até o Jardim Tarumã, após pedirem corrida por um aplicativo.

Eles esconderam as malas, esperaram até a madrugada e atearam fogo. Clarice saiu da cidade e só foi presa em São Gabriel do Oeste. Após a prisão, ela confessou que agiu por ódio vingativo e ciúmes da vítima, porque queria que o relacionamento fosse oficializado.

Clarice foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da destruição e ocultação de cadáver. O filho foi denunciado pela destruição e ocultação de cadáver.

Jornal Midiamax