Polícia

Juiz nega liberdade a réu por matar e carbonizar dono de boate em Campo Grande

Crime aconteceu há um ano

Renata Portela Publicado em 23/09/2021, às 14h24

Vítima e veículo foram carbonizados
Vítima e veículo foram carbonizados - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi negado pedido de revogação da prisão preventiva de Marcelo Augusto da Costa Lima, 22 anos, detido pelo homicídio do empresário Ronaldo Nepomuceno Neves, de 48 anos. O crime aconteceu em setembro de 2020, quando a vítima foi assassinada e incinerada na região da cachoeira do Céuzinho, em Campo Grande.

Conforme decisão do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, deve ser mantida a prisão especialmente para garantia da ordem pública, diante da gravidade e modo de execução do crime. Isso porque o homicídio teria sido cometido mediante sufocamento, lesões com uso de vidro e ainda incineração do corpo e veículo do empresário.

Além disso, segundo o magistrado ainda não foi encerrada a instrução probatória e é aguardada apresentação das alegações finais. O andamento do processo também ainda está nos limites da razoabilidade e, assim, foi indeferido o pedido de revogação da prisão.

Relembre o caso

Segundo consta na denúncia, no fim da tarde do dia 11 de setembro, Kelvin Dinderson dos Santos foi até a boate de Ronaldo para esclarecer um furto ocorrido no dia anterior. Com isso, ele foi torturado, agredido com choques elétricos, pauladas e golpes de faca. Já por volta das 20 horas, Ronaldo foi ao local conhecido como ‘chacrinha’, onde se encontrou com Almiro Cassio Orgeda, Igor e Marcelo Augusto da Costa Lima.

Assim, em determinado momento disse que mataria Kelvin e que ele estava amarrado na boate. Então, Marcelo foi até o estabelecimento comercial, resgatou Kelvin e os dois foram até a chacrinha. Quando chegaram, Kelvin deu um golpe contra Ronaldo, que foi imobilizado e amordaçado pelo grupo.

Depois, os suspeitos decidiram matar Ronaldo para evitar uma retaliação. Marcelo voltou até a boate, buscou a camionete de Ronaldo e com Almiro e Kelvin foi até o Céuzinho. Enquanto isso, Igor foi no próprio carro, para dar fuga. Já no local do crime, Ronaldo foi esganado por Kelvin, que depois o agrediu com golpes na cabeça e pescoço.

Após a morte, Igor teria levado gasolina ao local, usada para incendiar o corpo e o veículo da vítima. O grupo ainda fugiu, mas acabou preso nos dias 14 e 15 de setembro.

Jornal Midiamax