Polícia

Gaeco não encontra provas e investigação da Omertà contra ex-presidente do TJMS é arquivada

Réu era investigado por tentar comprar silêncio de testemunha

Renan Nucci Publicado em 18/10/2021, às 12h22

Gaeco durante fase da Operação Omerta em Campo Grande
Gaeco durante fase da Operação Omerta em Campo Grande - Arquivo

Por falta de provas, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) pediu arquivamento do processo contra o ex-presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o desembargador Joenildo de Souza Chaves, investigado por suposto envolvimento com a organização criminosa desarticulada no âmbito da Operação Omertà

O procedimento assinado pelos promotores de Justiça Tiago Di Giulio Freire, Thalys Franklyn de Souza e Marcos Roberto Dietz foi deferido pela Justiça. No inquérito, havia sido levantada a suspeita de que Joenildo tentou comprar o silêncio de Paulo Roberto Teixeira Xavier, ex-capitão da Polícia Militar e pai de uma das vítimas mortas pela organização.

Informações são de que o desembargador teria oferecido dinheiro para que o militar se afastasse do caso. No entanto, ao confrontar as alegações, os promotores não encontraram elementos que comprovassem os encontros relatados por Xavier, bem como a oferta de dinheiro, motivo pelo qual os promotores decidiram pedir o arquivamento da investigação.

“[...] a versão de Paulo Roberto Xavier ficou isolada, não corroborada por nenhum outro elemento de prova. Ou seja, até o momento, não existe arcabouço probatório suficiente para deflagrar uma ação penal em desfavor de Joenildo de Souza Chaves”, lê-se nos autos. O pedido de arquivamento beneficiou também outros dois investigados da Omertà.

Thiago Renato Vilhalba Machado, suspeito de pistolagem, e Carlos Augusto Flores, flagrado com duas pistolas, também se livraram por falta de provas neste inquérito específico da operação. Contudo, os promotores salientam que eventuais outros crimes serão investigados em outros procedimentos e que o caso será reaberto caso surjam novas provas.

Jornal Midiamax