Polícia

Detido após amigo sequestrador morrer em confronto com a polícia vai continuar preso

Jovem de 18 anos tem mais de 45 passagens

Renata Portela Publicado em 21/09/2021, às 12h43

João morreu após atirar contra os policiais
João morreu após atirar contra os policiais - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Em audiência de custódia na manhã desta terça-feira (21), foi determinada a prisão preventiva de Rafael Souza da Silva, de 18 anos. Ele foi detido em flagrante na segunda-feira (20), no Residencial Betaville, após o amigo João Vitor Rodrigues da Silva, 20 anos, envolvido no sequestro de uma mulher de 50 anos, morrer em confronto com policiais.

Segundo relato do rapaz, ele era amigo de infância de João Vitor e o considerava como irmão. Após o sequestro da vítima, João teria entrado em contato com Rafael para os dois ‘curtirem’ com o dinheiro do pagamento do resgate da vítima de sequestro. Assim, os dois se encontraram no domingo (19).

Ainda no interrogatório, Rafael contou que os dois foram até a região da Nhanhá, onde passaram o dia usando drogas e bebendo. Com o dinheiro do sequestro, João teria ‘bancado’ bebidas para todos e ainda contou que conseguiu ‘a boa’ com ‘sequestro de bacana’.

Depois, os dois ainda foram até a casa da avó de Rafael, onde aconteceu a abordagem policial. Equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Assaltos e Sequestros) e Batalhão de Choque foram ao local, segundo Rafael, João atirou ao ver os policiais.

Já o jovem de 18 anos tentou fugir pelos fundos, mas foi detido. Ele acabou preso em flagrante por tráfico de drogas e teve a prisão convertida em preventiva. No interrogatório, ele chegou a contar que tem mais de 45 passagens pela polícia.

Queriam ‘levantar’ dinheiro

Primeiro identificado e preso, Claudinei dos Santos de Oliveira, de 29 anos, disse em depoimento no Garras que foi convidado pelo comparsa para ir à festa do avô dele. No caminho, o suspeito teve a ideia de ‘levantar’ dinheiro, cometendo um roubo.

No caminho, os bandidos viram as vítimas no carro e as seguiram. Assim que o carro parou na garagem, Claudinei entrou junto e anunciou o roubo, rendendo a família. O comparsa ficou do lado de fora e avisou ao criminoso que o vigilante da rua passou desconfiado. Assim, a dupla resolveu roubar objetos da casa e levar a moradora como refém.

A vítima foi levada para um cativeiro, atrás do Itamaracá, um imóvel que estava em nome de João Vitor. Lá os criminosos tiveram ideia de pedir resgate ao marido dela. De início, pediram o valor de R$ 50 mil, mas o homem disse que não conseguiria sacar o dinheiro e conseguiu negociar.

O marido da vítima sequestrada conseguiu sacar R$ 18 mil, combinou o local com os bandidos e entregou o dinheiro e ainda um relógio Rolex. A todo momento, os bandidos ameaçavam a família. Segundo o marido da vítima, foram entre 15 e 20 ligações feitas para ele e os suspeitos diziam que atirariam na cabeça da mulher, caso ele acionasse a polícia.

A refém foi colocada no carro e liberada nas imediações do macroanel. Os bandidos ainda foram para a festa, para não levantar suspeitas. Depois, Claudinei disse que ficou andando a pé pela região, já que sabia que a polícia estava à procura dele. Claudinei foi preso em um bar, depois de tentar esconder o carro usado no crime.

Ele contratou um serviço de guincho e fez ameaças à ex-mulher para que ela o ajudasse.

Jornal Midiamax