Polícia

Defensoria pede inquérito sobre mulher desaparecida há 42 dias em Mato Grosso do Sul

Grupo de mulheres da Reserva Indígena de Dourados suspeita de feminicídio

Marcos Morandi Publicado em 08/12/2021, às 11h13

Jovem teria saído de casa para visitar uma amiga na própria aldeia
Jovem teria saído de casa para visitar uma amiga na própria aldeia - Reprodução/redes sociais

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul entrou com pedido de abertura de inquérito sobre o desaparecimento da Jayne Martins Ramires, de 23 anos, residente na aldeia Bororó. Familiares estão à sua procura desde o dia 26 de outubro. Há suspeitas de que a indígena tenha sido vítima de feminicídio.

O pedido de abertura do inquérito foi encaminhado pela defensora Neyla Ferreira Mendes, coordenadora do NÚPIIR (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial e Étnica), à delegada Paula Ribeiro dos Santos, titular da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) de Dourados.

“Há notícias de que seus benefícios sociais foram sacados e que todos seus bens e seus documentos continuam em sua casa”, informou a defensora, que recebeu uma solicitação de ajuda, via WhatsApp, do movimento de mulheres da RID (Reserva Indígena de Dourados).

Segundo relato dos familiares de Jayne, ela teria deixado o local na companhia de um homem, que seria morador da Reserva Lagoa Rica. Diversas ligações já foram feitas para o celular da jovem, mas nenhuma delas foi atendida.

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), Jayne Martins vestia saia e uma jaqueta preta. Quem tiver informações sobre o paradeiro da jovem, pode entrar em contato com o SIG (Setor de Investigação Geral) pelo telefone 3411-8080. 

A reportagem do Midiamax apurou que o movimento de mulheres das aldeias montou grupo de voluntários e desde a tarde desta terça-feira (7) intensificam as buscas em algumas matas que ficam próximas à Reserva Indígena. Elas receberam informações de que Jayne foi assassinada.

“Hoje estaremos na divisa entre a aldeia e propriedade do Tonani, naquela matinha que existe ali. Recebemos informações de que o corpo da Jayne pode estar naquela região”, diz um áudio divulgado por uma das mulheres que coordena o grupo de busca entre os moradores e que conta com o apoio dos agentes do SIG.

Jornal Midiamax