Polícia

Corpo encontrado em Maracaju é de homem desaparecido há 14 dias

Aunaurelino foi fazer um serviço na cidade com dois amigos mas não voltou

Fábio Oruê e Danielle Errobidarte Publicado em 22/07/2021, às 21h59

Vítima estava desaparecida desde o dia 8 de julho
Vítima estava desaparecida desde o dia 8 de julho - Foto: Divulgação

Corpo encontrado na tarde desta quinta-feira, na MS-162, em Maracaju, é de Aunaurelino Ricaldes, de 51 anos, que estava desaparecido desta o último dia 8 de julho, quando esteve com a família em Campo Grande. 

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Aunaurelino foi encontrado dentro de um carro tombado fora do asfalto e o cheiro podre vindo do veículo fez com que pessoas que passavam pela rodovia fossem verificar a situação.

De acordo com o delegado Guilherme Sarian, da Delegacia de Polícia de Maracaju, o corpo já estava em estado avançado de putrefação, ou seja, já estava morto há vários dias. 

Ainda não há informações sobre o estado em que se encontra o carro. A perícia da Polícia Civil está no local para checar as circunstâncias do fato. O local fica próximo da ponte do Rio Brilhante, a cerca de 20 km do período urbano de Maracaju, segundo o site Maracaju Speed.

Desespero da família 

Na quarta-feira (21), a mãe de Aunaurelino postou um apelo nas redes sociais para quem soubesse do paradeiro do filho. A última vez que viram a vítima foi no dia 8 de julho. "Na quinta-feira ele passou aqui às 10 horas da manhã, minha mãe deu dinheiro pra ele abastecer o carro porque iria para Maracaju", contou a irmã, Tânia Recaldes.

Nesse dia, Anaurelino estava acompanhado de Elisvaldo Cruzarolli Guimarães, de 40 anos, com quem tinha uma amizade de mais de 10 anos, e também com Cauan Castro Cavalcante, de 18.

O trio sempre viaja junto, iria fazer um serviço de elétrica e vender o carro da vítima, um Nissan Tida de cor preta, em Maracaju. No entanto, apenas Elisvaldo e Cauan voltaram para Campo Grande.

Amigos presos

Durante as investigações do caso pela DEH (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídio), foi descoberto que Elisvaldo havia mandado de prisão em aberto pela Justiça Federal.

De posse dessas informações, os policiais foram até a residência de Elisvaldo, no Jardim Aeroporto, já conhecida por funcionar como boca de fumo. Ao ver a polícia, Cauan foi flagrado correndo para dentro da casa e tentou dispensar algo. 

Após prenderem Elisvaldo por conta do mandado em aberto, os policiais revistaram a casa e encontraram porções de cocaína. Cauan e Elisvaldo, então, foram presos por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Jornal Midiamax