Polícia

Contador que teria furtado R$ 156 mil das ofertas de igreja pode ter contas bloqueadas

Anotação encontrada na sala usada por ele aponta o valor

Renata Portela Publicado em 27/07/2021, às 17h44

Anotação referente aos R$ 156 mil
Anotação referente aos R$ 156 mil - (Reprodução)

Preso no dia 6 de julho pelo furto, inicialmente, de R$ 20 mil referente às ofertas feitas por fiéis de uma igreja em Campo Grande, contador pode ter as contas bancárias bloqueadas. Ele foi liberado no dia seguinte após pagar fiança de R$ 1,1 mile, em buscas na sala que ocupava na igreja, foi encontrada anotação que aponta pelo menos R$ 156 mil que teriam sido furtados.

O Midiamax noticiou, na época, que o ‘rombo’ seria muito maior, conforme já apontado pelas vítimas, que encontraram documentos indicando rendimentos em valores que ultrapassavam os R$ 100 mil. O montante não é compatível com o rendimento mensal que o contador afirmou ter em depoimento, de R$ 2.263,09.

Assim, já no dia 7 de julho, advogado que representa a igreja entrou com pedido de tutela provisória de arresto dos valores existentes em conta corrente e também aplicações financeiras em nome do contador. Ou seja, o bloqueio das contas do suspeito até que seja concluído o processo criminal ou que ele comprove origem lícita dos valores.

O juiz Wilson Leite Corrêa, da 5ª Vara Cível de Campo Grande, pontuou em despacho que deve ser especificado pela defesa da igreja o valor do arresto pretendido. Assim, deve ser incluída peça com o pedido certo e determinado, sob pena de indeferimento do pedido inicial. É aguardada manifestação do advogado, para decisão.

Furto de ofertas

Uma funcionária da igreja flagrou o furto, quando ajudava na contagem do dinheiro dos envelopes, ofertados pelos fiéis. O contador separou 6 envelopes e a diretora da igreja foi avisada. Com a denúncia, o idoso que já trabalhava na igreja desde agosto de 2018, no setor financeiro, acabou preso.

Encaminhado para a 6ª Delegacia, ele relatou que começou os furtos há aproximadamente dois meses e que praticava o crime semanalmente. Ele depositava os valores em uma conta e eram sempre entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Nesse período, foram aproximadamente R$ 20 mil furtados.

O contador ainda falou que começou a furtar para aumentar a renda e pagar as contas pessoais. Preso em flagrante, ele passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (7) e foi liberado provisoriamente, mediante pagamento de fiança no valor de um salário mínimo – R$ 1,1 mil.

Jornal Midiamax