Polícia

Bandidos ‘estudaram’ casa antes de tentarem roubar e mataram artista sufocada, diz polícia

Um dos envolvidos morreu em confronto

Renata Portela e Danielle Errobidarte Publicado em 17/05/2021, às 15h08

Catarina foi vítima dos bandidos
Catarina foi vítima dos bandidos - (Reprodução, Facebook)

Foi confirmado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (17) que a morte de Catarina Marquesi Moreira, de 72 anos, durante tentativa de roubo no dia 4 de maio, foi provocada por sufocamento. Os dois homens que cometeram o crime foram identificados, sendo que um está preso e o outro morreu em confronto com os policiais na última sexta-feira (14).

Segundo o delegado Fabio Brandalise, da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), responsável pelo caso, a dupla teria cometido o crime imaginando que naquela residência havia objetos de valor. No entanto, como já esclarecido pela polícia e pelos familiares de Catarina, a artista tinha uma vida simples e não tinha objetos luxuosos na casa.

Delegados Fabio Brandalise e Reginaldo Salomão, da Derf (Foto: Danielle Errobidarte)

Também conforme o delegado, as investigações mostraram que Cezar Antunes de Lima, de 36 anos, e Thalis Ambrósio Pereira, de 30 anos, estudaram a casa da vítima e estiveram lá mais de uma vez. Eles imaginavam que roubariam objetos de valor no local, mas acabaram surpreendidos pela artista no dia do crime.

Cezar e Thalis entraram na residência, no Monte Castelo, após arrombarem a porta, deixaram o Gol bege estacionado e foram flagrados por Catarina. A artista teria gritado, tentado reagir e também tentado se esconder em um cômodo, que também teve a porta arrombada. Ela foi agredida a socoe, gritando por socorro, acabou sufocada por Cezar.

O bandido teria colocado a mão, tampando boca e nariz da vítima, que acabou morrendo por sufocamento, conforme apontaram os laudos periciais. O delegado Brandalise esclareceu que Cezar tinha condenação por homicídio e também tinha várias passagens por roubo, atuando sempre da mesma forma, amarrando as vítimas.

'Um monstro'

A polícia acredita que Cezar já sabia que era procurado, após o comparsa ter sido preso no dia anterior, quinta-feira (13). Alto, com 1,90 m, Cezar era considerado por conhecidos como ‘um monstro’. Na pensão, a polícia encontrou anabolizantes e equipamentos de musculação utilizados por ele.

Além disso, também foi apreendida a arma de fogo, um revólver calibre 32. No dia em que foi encontrado pelos policiais civis, em uma pensão no Jóquei Club, Cezar reagiu e acabou morrendo em confronto com os agentes. Com extensa ficha criminal, ele também ‘colecionava’ fugas, sendo a última captura em 2019.

Já Thalis foi preso em flagrante com o carro usado pela dupla no dia do crime. Ele foi detido com drogas no veículo e acabou tendo prisão preventiva decretada. No interrogatório inicial, ele não revelou participação no crime, que acabou identificada.

Jornal Midiamax