Polícia

Após sessão de espancamento, engenheiro vai à delegacia impedir que mulher denuncie agressões

No entanto, ele foi preso em flagrante e responde por 4 crimes

Renan Nucci Publicado em 04/06/2021, às 15h38

Delegacia da Mulher fica na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande
Delegacia da Mulher fica na Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande - Divulgação

Engenheiro eletricista de 28 anos foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (04), em Campo Grande, enquanto tentava impedir a esposa de registrar boletim de ocorrência contra ele, por várias agressões ocorridas durante a madrugada. Ele seguiu a vítima até a recepção da Casa da Mulher Brasileira e tentou coagi-la, mas se deu mal e agora responde por quatro crimes, dentre os quais lesão corporal, ameaça, cárcere privado e injúria.

Conforme nota divulgada pela Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), motivado por ciúmes, o homem agrediu a companheira na madrugada. Como a casa estava trancada, a vítima fugiu pela janela, mas foi perseguida até a rua e arrastada novamente para o imóvel, sendo puxada pelos braços, cabelos e roupas. Lá, foi jogada de volta para dentro pela janela e atacada com ainda mais violência.

O autor a agrediu com socos e tapas no rosto e na cabeça, bem como bateu a cabeça dela contra a parede, provocando lesões. Como se não bastasse, ainda proferiu palavras de baixo calão e chegou a rasgar as vestes, deixando-a seminua. Após a sessão de espancamento, trancou a vítima no quarto e escondeu a chave.

De manhã, quando ele saiu para trabalhar, a mulher conseguiu pedir ajuda a familiares e foi encaminhada à Deam. No entanto, o homem rastreou a localização dela pelo GPS do celular e foi até à Casa da Mulher Brasileira, na tentativa de convencê-la a desistir de denunciá-lo. 

A família ficou assustada, tendo em vista que o homem já havia ameaçado matar a mãe e a irmã dela. Diante dos fatos, ele foi autuado em flagrante pela Polícia Civil. “Em interrogatório,  confirmou a situação de ciúmes, bem como teria desferido um tapa no rosto da vítima, negando as demais agressões. Sobre monitorar a vítima pelo GPS alegou que era um sistema de segurança que ambos usavam e um podia monitorar o outro, mas a  vítima relatou possessividade  e intenso controle de sua pessoa e ações por parte do marido”, disse a polícia em nota.

Jornal Midiamax

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