Polícia

Após perícia constatar alta velocidade, defesa alega que namorado não quis matar Mariana

Perícia constatou que Rafael estava acima de 95 km/h

Thatiana Melo Publicado em 20/07/2021, às 11h09

None
(Reprodução)

Após a constatação de velocidade acima dos 95 km/h que acabou na morte de Mariana Vitória Lima de 19 anos, na madrugada do dia 15 de maio deste ano, os advogados de Rafael Carrelo entraram com sua defesa prévia afirmando que não houve homicídio doloso, que o estudante não teve a intenção de matar Mariana. É feito o pedido da rejeição da denúncia pelo MP.

A defesa prévia foi enviada ao MPMS (Ministério Público Estadual) no dia 16 deste mês para análise. Na peça é argumentado que “tendo em vista a falta de justa causa, demonstrada pela não descrição do elemento relacionado a vontade do agente para a constituição do dolo eventual, ou seja, não poderia ser homicídio doloso”.

O MP ainda fará a análise do pedido da defesa. O ministério denunciou Rafael por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. A denúncia foi feita pelo MPMS no dia 2 de julho, quando o ministério fez a denúncia de homicídio doloso combinado com o crime de direção alcoolizada. Rafael teve a liberdade concedida dois dias depois de sua prisão pelo crime.

Segundo o laudo, a velocidade crítica da curva é de 88 km/h e Rafael estaria em uma velocidade superior a 95 km/h, por isso perdeu o controle do carro ocasionando o acidente. A alta velocidade é descrita como causa determinante para o acidente que resultou na morte de Mariana. Na época do acidente, em depoimento, ele disse que tudo não passou de uma brincadeira de namorados. 

‘Brincadeira de namorados’

No dia dos fatos, na delegacia, ele contou que os dois estavam fazendo uma 'brincadeira' de subir no capô do carro enquanto o veículo estava em movimento. O jovem relatou que eles estavam namorando há quatro meses, sendo que na noite do acidente teriam ido a uma festa de aniversário de um amigo em comum.

Depois da festa, já na madrugada do dia 15, resolveram passar em uma lanchonete para comer, mas o estabelecimento comercial estava fechado. Então, resolveram voltar para casa e no trajeto foram ‘brincar’. Em um primeiro momento, o rapaz disse que subiu no capô enquanto Mariana dirigia.

Em seguida, ele contou que foi para a direção do carro e a jovem subiu no capô do veículo. Segundo afirmação dele à polícia, os dois beberam vodca com energético na festa do amigo. Em continuidade ao relato, o rapaz afirmou estar na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo, sentido Via Park, quando perdeu o controle do carro em uma curva.

E, neste momento, bateu o carro em uma árvore e depois de um poste parando cerca de 30 metros à frente. Ele ainda revelou que, após o acidente, pegou a namorada, que estava desacordada, nos braços e a colocou no asfalto. O jovem diz que passou a acenar para motoristas que passavam no local pedindo por socorro.

Em seguida, apareceu um carro de cor preta, e o condutor acionou o socorro. Mariana teve múltiplas fraturas, uma delas no pescoço e havia marcas de pneu na barriga da jovem. O primeiro registro na delegacia o autuou por feminicídio e embriaguez ao volante, já que o resultado do teste do bafômetro acusou 0,89 mg/l.

Jornal Midiamax