Polícia

Acusado de matar a pauladas por bomba de ar tem prisão preventiva decretada em Campo Grande

Após ser morto, homem ainda teve as pernas amarradas

Dayene Paz Publicado em 10/06/2021, às 11h43

Evandro não resistiu aos ferimentos e morreu
Evandro não resistiu aos ferimentos e morreu - Imagem do local do crime | Divulgação

Em audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (10), a Justiça decidiu manter a prisão de Adjexander da Rocha Monteiro, de 30 anos, acusado de matar Evandro Pereira de Lima, de 41 anos, por causa de uma bomba de encher pneu de bicicleta. O crime ocorreu na noite desta quarta-feira (09), em uma fazenda na região do Indubrasil, em Campo Grande.

Havia outro rapaz no local dos fatos, que chegou a ser levado para a delegacia, pois estava no momento do desentendimento. Ele foi ouvido pelo delegado e liberado, pois ficou comprovado que era apenas testemunha do caso. Já Adjexander deve responder pelo crime preso.

Em depoimento à polícia, Adjexander explicou que pegou emprestado a bomba de Evandro e ainda não havia devolvido, sendo que no fim da tarde e início da noite de quarta (9) estava ajudando um colega recém contratado para trabalhar na fazenda a descarregar a mudança, quando Evandro ligou descontrolado.

Evandro teria ido de encontro com Adjexander que ainda estava ajudando o colega a descarregar a mudança, quando descontrolado e aparentemente bêbado passou a discutir com chegando a desferir um tapa no rosto da esposa do autor, segundo relatos de testemunhas.

O autor então devolveu a bomba e a vítima foi embora. No entanto, depois de algumas horas voltou até a casa de Adjexander, que junto a um colega correu e se escondeu em meio a um matagal. No local, Evandro começou a danificar as janelas da casa, momento em que o autor saiu do esconderijo e deu a volta pelos fundos da residência surpreendendo a vítima com uma paulada na cabeça.

A vítima já estava no chão, quando o autor relata ter pensado: “ou ele me mata, ou mato ele”. Então desferiu outros golpes contra a cabeça de Evandro, que morreu no local. Ele só teria parado de golpear a vítima, quando a sua esposa saiu da casa e pediu para que cessasse com as agressões.

Pensando ainda que a vítima estava viva, o autor amarrou as pernas de Evandro com medo de represálias quando ele levantasse.

Jornal Midiamax