A prefeitura do município de Miranda, a 203 quilômetros de Campo Grande, confirmou nesta quarta-feira (15) o terceiro caso de coronavírus (Covid-19). Trata-se de mais um preso que estava recolhido na Delegacia de Polícia Civil do município. Policiais que tiveram contato com eles seguem em isolamento e o Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) tenta garantir que eles sejam submetidos a exame o quanto antes.

Conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, o interno é residente em Miranda, diferente dos demais, e todas as medidas de segurança estão sendo adotadas. “Estamos em alerta, pedimos mais uma vez para que a população redobre os cuidados com a higiene e mantenham o máximo de distanciamento social. Comuniquem aos seus amigos e parentes, para que não façam visitas em nossa cidade neste período, é imprescindível que adotemos esta postura, visando a saúde e a segurança de todos”, disse em nota.

No domingo (12), a prefeitura anunciou o primeiro caso. Era um preso da delegacia que havia saído de São Paulo e foi detido no último dia 2. Conforme divulgado na ocasião, ele foi internado na quarta-feira passada, reclamando de dores nas costas, mas sem sintomas de gripe.  Ele foi medicado e liberado, mas na sexta-feira voltou ao hospital com dores de cabeça. Ele foi imediatamente colocado em isolamento. Foram coletadas amostras que, após exames, confirmaram coronavírus.

Na noite de segunda-feira (13), a Secretaria de Saúde do município confirmou o terceiro, também referente a um morador de São Paulo que foi preso em Miranda. Giancarlo Miranda, presidente do Sinpol/MS, informou que dois dos 12 policiais que passaram pela delegacia fizeram exame e saiu o resultado de apenas um dos testes, que deu negativo para coronavírus. Ao todo, pelo menos 22 pessoas, entre servidores e funcionários da manutenção estiveram na unidade policial nos últimos dias.

Porém, Giancarlo explica que o Estado não tem obrigação de bancar, ao menos por enquanto, a realização de exames nos policiais, a não ser que eles apresentem sintomas da doença, conforme nota técnica do Ministério da Saúde. Por este motivo, eles foram isolados. A delegacia foi sanitizada, está fechada e os casos estão sendo enviados para unidades vizinhas. “Eles [policiais] estão inseguros, porque têm família, porque tiveram contato com outras pessoas. Mas dentro do que a gente pode ajudar, estamos articulando convênio para tentar garantir os exames para estes policiais”, pontuou.