Polícia

Taxa de assassinatos de mulheres em MS fica acima da média nacional

Atlas da Violência divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ipea (Instituto Nacional de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que no ano de 2018, em Mato Grosso do Sul, a taxa de assassinatos de mulheres ficou acima da média nacional. Ao todo, foram 26 mortes que leva ao saldo de 4,8% para cada 100 mil habitantes, que mais […]

Renan Nucci Publicado em 27/08/2020, às 18h09 - Atualizado às 18h17

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Atlas da Violência divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ipea (Instituto Nacional de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que no ano de 2018, em Mato Grosso do Sul, a taxa de assassinatos de mulheres ficou acima da média nacional. Ao todo, foram 26 mortes que leva ao saldo de 4,8% para cada 100 mil habitantes, que mais do que o total de 4,3% em todo o país.

De acordo com o estudo, 19 das 27 Unidades da Federação tiveram redução nas taxas de homicídios de mulheres entre 2017 e 2018, sendo que as quedas mais expressivas foram nos estados de Sergipe (48,8%), Amapá (45,3%) e Alagoas (40,1%). 

Dentre os estados cujas taxas de homicídio de mulheres aumentaram no período, três apresentaram um aumento superior a 20%: Roraima (93%), Ceará (26,4%) e Tocantins (21,4%). Apesar de 2018 ter apresentado uma tendência de redução da violência letal contra as mulheres na comparação com os anos mais recentes, ao observar um período mais longo no tempo é possível verificar um incremento nas taxas de homicídios de mulheres no Brasil e em diversas Unidades da Federação. 

Entre 2008 e 2018, o Brasil teve um aumento de 4,2% nos assassinatos de mulheres, sendo que, entre 2013 e 2018, a taxa de homicídios na residência aumentou 8,3% havendo estabilidade entre 2017 e 2018. 

Apesar de 2018 ter apresentado uma tendência de redução da violência letal contra as mulheres na comparação com os anos mais recentes, ao observar um período mais longo no tempo é possível verificar um incremento nas taxas de homicídios de mulheres no Brasil: entre 2008 e 2018, o país teve um aumento de 4,2% nos assassinatos de mulheres.

Com informações do Ipea

Jornal Midiamax