Polícia

Pastora olha Facebook da filha de 8 anos e descobre que homem a importunava sexualmente

Na noite de quarta-feira (23), mulher procurou a polícia para denunciar um homem que estaria importunando sexualmente a filha dela, de 8 anos, em Campo Grande. A mãe descobriu o fato ao olhar o Facebook da menina. Segundo relato da mulher, que é pastora, ela percebeu as mensagens na rede social da filha de 8 […]

Renata Portela Publicado em 24/12/2020, às 06h34 - Atualizado às 11h38

(Ilustrativa)
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Na noite de quarta-feira (23), mulher procurou a polícia para denunciar um homem que estaria importunando sexualmente a filha dela, de 8 anos, em Campo Grande. A mãe descobriu o fato ao olhar o Facebook da menina.

Segundo relato da mulher, que é pastora, ela percebeu as mensagens na rede social da filha de 8 anos. Quando olhou, descobriu que erram de um homem elogiando a menina. Ainda conforme a mãe, o suspeito elogiava a criança demasiadamente e de maneira lascívia.

Além disso o suspeito teria pedido fotos para a criança. A mulher fez a denúncia de importunação sexual, que foi registrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

Casos em 2020

Durante todo o ano de 2020, Mato Grosso do Sul registrou 601 casos de abuso sexual infantil, segundo dados da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) do dia 1º de janeiro ao dia 20 de dezembro deste ano. Por trás dos crimes existem outros problemas sociais envolvendo famílias de todo o Estado, como consumo de bebida alcoólica, uso de drogas e distúrbios psiquiátricos graves.

Os dados da Sejusp incluem 166 casos de pedofilia, dois de exploração sexual, 220 de corrupção de menor e 213 de abandono de incapaz. Isso sem contar os 1566 casos de estupro, que englobam mulheres e crianças. Todos esses números são registrados em delegacias, incluindo a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Contudo, segundo o psiquiatra José Alaíde dos Santos Lopes, apenas 10% dos casos são registrados e viram boletins de ocorrência. Um dos motivos para a subnotificação é que a maioria dos casos ocorre entre membros da mesma família. “As crianças têm medo, não se sentem protegidas porque muitos casos são entre pessoas conhecidas, como pais, padrastos, mães, tios, primos e irmãos”, afirma.

Jornal Midiamax