Polícia

Homem que emprestou moto para autor de feminicídio vai responder criminalmente

Vai responder por favorecimento pessoal o amigo que emprestou a moto usada por Reinaldo Dei Carpes Rocha, de 39 anos, para matar a ex-mulher Ariadini Oliveira Molina, de 26 anos, na sexta-feira da semana passada, em Aquidauana, a 143 quilômetros de Campo Grande. O proprietário do veículo não denunciou o ocorrido porque era amigo de […]

Renan Nucci Publicado em 08/04/2020, às 17h49 - Atualizado em 08/07/2020, às 12h32

Moto apreendida pela Polícia Civil. Foto: Divulgação
Moto apreendida pela Polícia Civil. Foto: Divulgação - Moto apreendida pela Polícia Civil. Foto: Divulgação

Vai responder por favorecimento pessoal o amigo que emprestou a moto usada por Reinaldo Dei Carpes Rocha, de 39 anos, para matar a ex-mulher Ariadini Oliveira Molina, de 26 anos, na sexta-feira da semana passada, em Aquidauana, a 143 quilômetros de Campo Grande. O proprietário do veículo não denunciou o ocorrido porque era amigo de longa data do autor.

De acordo com a delegada Joilce Ramos, da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), os policiais apreenderam a moto na manhã de terça-feira (07). O dono do veículo afirmou que no dia do crime, Reinaldo chegou da fazenda onde estava se escondendo, porque havia contra ele mandado de prisão por homicídio, e pediu a moto emprestada para supostamente ir ao banco e sacar dinheiro para pagar uma conta.

No entanto, o autor usou o veículo para ir até a casa da vítima e matá-la com tiro. Em seguida, ligou para o amigo dono da moto informando que o veículo estava abandonado na região da Toca da Onça. O proprietário foi lá e buscou. Ele disse que não fez a denúncia e escondeu a motocicleta em sua residência por medo de perdê-la, bem como, sabia que o amigo estava sendo procurado. Reinaldo segue foragido.

Por este motivo, vai responder criminalmente por favorecimento pessoal. A delegada alerta às mulheres que se fortaleçam e rompam o ciclo da violência o quanto antes. “A violência doméstica é progressiva, inicia com xingamentos, humilhações  e ameaças, depois evolui para empurrões, tapas, puxões de cabelo, socos, pontapés, tentativas de enforcamento e pode chegar ao feminicídio”, destacou.

Jornal Midiamax