Polícia

Defesa de pilotos que tentaram fugir de caças da FAB deve pedir revogação da prisão

A defesa dos pilotos presos no último domingo (2), em Ivinhema depois de serem interceptados por caças da FAB (Força Aérea Brasileira) quando transportavam em uma aeronave cocaína deve até a próxima semana entrar com medidas para reverter a prisão preventiva de Nélio Alves de Oliveira e do copiloto Júlio César Lima Benitez. Os dois […]

Thatiana Melo Publicado em 06/08/2020, às 08h40

(Ilustrativa)
(Ilustrativa) - (Ilustrativa)

A defesa dos pilotos presos no último domingo (2), em Ivinhema depois de serem interceptados por caças da FAB (Força Aérea Brasileira) quando transportavam em uma aeronave cocaína deve até a próxima semana entrar com medidas para reverter a prisão preventiva de Nélio Alves de Oliveira e do copiloto Júlio César Lima Benitez.

Os dois tiveram a prisão preventiva decretada na noite do dia 3 deste mês após parecer do MPF (Ministério Público Federal) pela conversão do flagrante em preventiva. O advogado de defesa, Fábio Carvalho Mendes, disse ao Jornal Midiamax que todas as medidas necessárias serão tomadas, sendo que entre elas o pedido de revogação da prisão preventiva ou um habeas corpus.

Fábio não quis entrar em detalhes sobre o que seu cliente havia lhe falado sobre a carga de cocaína encontrada dentro do avião. Nélio e Júlio foram presos após fazerem um pouso forçado em uma propriedade rural e se esconderem em meio a uma mata. Eles estão encarcerados na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

No dia 3 de agosto, em sua decisão o MPF afirmou que, Nélio faz do crime o seu meio de vida e que “a condição de réu em processo anterior não lhe serviu de aprendizado”. Ainda segundo a decisão mesmo com o cenário de pandemia, ela não deve servir para beneficiar criminosos que lesam a sociedade. A prisão dos pilotos é necessária para assegurar a aplicação da lei e manter a aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública.

Por fim, o MPF diz que não é possível a decretação de medidas cautelares diferentes da prisão, já que a manutenção da prisão preventiva é a única forma de afastar qualquer risco provocado pela liberdade dos réus.

Durante interrogatório, os dois pilotos manifestaram o direito de ficarem calados. Conforme já noticiado, a FAB interceptou, em operações simultâneas, duas aeronaves classificadas como suspeitas, segundo informações de inteligência da PF, que apontavam que elas poderiam estar associadas ao tráfico de entorpecentes.

As ações envolveram quatro caças A-29 Super Tucano da FAB e um E-99, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro. Na primeira ação, uma aeronave monomotor, modelo EMB-720 Minuano, foi interceptada a nordeste de Campo Grande. O monomotor foi abordado por um A-29 e passou pelos procedimentos de averiguação e persuasão.

A aeronave foi escoltada até o pouso obrigatório em Rondonópolis (MT), onde a PF assumiu as ações. O piloto da aeronave foi preso em flagrante e 487 quilos de cocaína foram apreendidos. Na segunda ação, um bimotor B-58 Baron foi interceptado a sudoeste de Campo Grande, sendo orientado a pousar em Três Lagoas. O bimotor, pilotado por Nélio e Júlio, não cumpriu as determinações dos órgãos de Defesa Aérea e evadiu-se, realizando pouso forçado em campo não preparado, localizado em Ivinhena, com cerca de 518 kg de cocaína a bordo.

Jornal Midiamax