Comerciante acusado de matar em lanchonete alega que ladrão tinha 2 armas

O comerciante acusado de matar ladrão durante assalto em uma lanchonete no Monte Castelo na última quinta-feira (17), se apresentou nesta segunda-feira (21) na delegacia. Ele alegou legítima defesa, disse que ladrão tinha duas armas e a polícia entendeu que ele foi vítima de tentativa de roubo. Conforme o delegado Enilton Zalla, da 2ª Delegacia […]
| 21/12/2020
- 19:55
Comerciante acusado de matar em lanchonete alega que ladrão tinha 2 armas
Conforme advogado do comerciante, ele teria atirado devido a tentativa de assalto. (Foto: Henrique Arakaki) - Conforme advogado do comerciante, ele teria atirado devido a tentativa de assalto. (Foto: He

O comerciante acusado de matar ladrão durante assalto em uma lanchonete no Monte Castelo na última quinta-feira (17), se apresentou nesta segunda-feira (21) na delegacia. Ele alegou legítima defesa, disse que ladrão tinha duas armas e a polícia entendeu que ele foi vítima de tentativa de .

Conforme o delegado Enilton Zalla, da 2ª Delegacia de Polícia da Capital, responsável pelas investigações, o comerciante se apresentou junto a dois advogados pela manhã. “Ele alegou legítima defesa, foi indiciado pelo crime de homicídio e está figurando na ocorrência como vítima de tentativa de roubo”, explica.

Ainda durante depoimento, o comerciante alegou que o assaltante estava com duas armas, uma vez que um revólver foi encontrado ao lado do corpo logo após o crime. Ele ainda relatou que o motociclista também estava armado e atirou.

Entenda o crime

Na madrugada desta quinta-feira (17), Jean Carlos Dutra de Oliveira, de 36 anos, foi morto quando, supostamente, tentava assaltar o dono de uma lanchonete no bairro Monte Castelo. Ele foi assassinado com pelo menos 5 tiros.

Conforme registro policial, equipe da GCM (Guarda Civil Municipal) voltava para a base quando passou pelo local e notou a aglomeração de pessoas indo embora. Os guardas pararam e viram uma pessoa caída ao chão, perto do pneu de uma S10 branca.

Além disso, perto da mão havia uma arma de fogo, um revólver descarregado. Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) já tinha constatado o óbito e equipe da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro e Perícia foram acionadas. Testemunhas relataram que os proprietários da lanchonete já haviam saído.

Entretanto, advogado foi ao local e indicou que apresentaria o dono da lanchonete em uma delegacia de Campo Grande. Segundo o delegado André Luis de Mendonça, plantonista no dia do ocorrido, o comerciante teria reagido ao assalto. A primeira versão contada por testemunhas, de que um bandido teria atirado e matado o outro, não foi compatível com o que a polícia apurou no local.

De acordo com o delegado, o comerciante havia registrado um boletim de ocorrência por ainda na quarta-feira (16). A princípio ele estava com dinheiro do pagamento dos funcionários na camionete, quando foi ao mercado e ladrões levaram R$ 7 mil de dentro do veículo. Já no local do crime, foram encontrados R$ 3 mil no interior da S10, que possivelmente seria o valor que os bandidos roubariam.

Jean Carlos tinha ferimentos por disparo de arma de fogo no braço, cabeça e tórax. A princípio ele chegou ao local com um comparsa, que fugiu de moto. A arma que estava perto do corpo, foi apreendida. Existia suspeita de que o revólver seria do comerciante, mas o fato ainda não foi confirmado durantes as investigações, e o comerciante negou.

Em 2014, ele havia sido preso por furtar uma empresa de construção civil, arrombar o cofre e levar R$ 4230 em bens. Jean foi condenado a três anos de em regime fechado e pagamento de 20 dias-multa.

Além disso, ele também havia sido condenado a dois anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo. Em outubro de 2009 ele foi preso em flagrante entregando um revólver calibre 22 para outro rapaz, que entrou em um ônibus no Terminal Júlio de Castilho.

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