Polícia

Com sinais de violência, menina de 1 ano e 9 meses morre em hospital da fronteira

A polícia paraguaia investiga a morte de uma menina  de 1 ano e 9 meses, nesta sexta-feira (11) que pode ter sofrido violência. O caso aconteceu em Salto del Guairá, no Departamento de Canindeyú, na fronteira com Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul. A mãe da criança está detida, mas o padrasto ainda não foi […]

Marcos Morandi Publicado em 12/09/2020, às 07h41 - Atualizado às 14h41

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa - Foto ilustrativa

A polícia paraguaia investiga a morte de uma menina  de 1 ano e 9 meses, nesta sexta-feira (11) que pode ter sofrido violência. O caso aconteceu em Salto del Guairá, no Departamento de Canindeyú, na fronteira com Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul. A mãe da criança está detida, mas o padrasto ainda não foi encontrado.

A menina foi transferida do pronto-socorro nesta sexta-feira para o Hospital Regional de Salto del Guairá, onde já chegou sem sinais de vida. Segundo os médicos do posto de saúde, o corpo da menina apresentava vários traços de maus-tratos.

A mãe disse que supostamente estava com quadro de gastroenterite há três dias, porém os médicos não acreditam nessa versão, pois afirmam que uma criança não pode morrer dessa situação.

Chamou a atenção dos médicos o fato de a menor apresentar aparentes sinais de maus-tratos, como hematomas por todo o corpo, aparentemente antigos, o que os levou a denunciar o fato ao Ministério Público e à Ouvidoria da Criança.A mãe da menina disse aos médicos que só nesta sexta-feira ela percebeu os hematomas que sua filha apresentava.

O procurador Vicente Rodríguez afirmou em conversa com o C9N que a mãe da menina foi a uma universidade privada pedindo ajuda para transferir a menina para o hospital, visto que sua filha havia apreendido e tinha quadro de gastroenterite, então ela acredita que ele desapareceu como resultado disso.

Ele relatou que a inspeção realizada no hospital revelou lesões aparentemente antigas em suas costas e perna. Disse que o médico legista,  Pablo Lemir ordenou a realização de uma autópsia para saber se ele registrava outros tipos de lesões e saber a causa da morte.

A mãe da menina de 23 anos já está presa, pois há indícios de que a menor não foi bem cuidada e que sofreu maus-tratos devido aos ferimentos. Investigações mostram que o padrasto da criança pode ter participado.

O promotor afirmou que a mãe assegurou que a menina não foi maltratada por ninguém e que sempre foi muito bem cuidada, porém, há vestígios de maus-tratos no corpo, ao contrário do que afirma a mãe.

O corpo da menina foi transferido para o necrotério judicial de Assunção para que possa ser submetido a autópsia neste sábado e confirmar a causa da morte.

Jornal Midiamax