Depois de três dias de buscas, o corpo de Ramão de Lima Gamarra, 42 anos, foi encontrado no Rio Anhanduí na manhã de quarta-feira (22). Já nesta quinta-feira (23), familiares afirmam que há atraso e falta de respostas no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para liberação do corpo.

Ao Midiamax, a sobrinha de Ramão, Franchesca Lima Paes, de 24 anos, disse que há necessidade de ser feito um exame de raio-X, para sanar dúvidas sobre a causa da morte. A princípio, o exame teria sido marcado para sábado (25), sendo que o aparelho está em funcionamento e esse exame é feito também nas segundas e quartas.

Após 3 dias de buscas, família agora luta no Imol para enterrar homem que morreu em rio
Franchesca é sobrinha da vítima (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Um médico-legista e o diretor do Imol conversaram com Franchesca e, segundo ela, disseram que o corpo do tio teve que passar por um processo de congelamento. Como ficou no rio por três dias, haveria riscos de fazer a necropsia sem antes ser congelado por 48 horas, por isso o atraso no exame.

No entanto, a sobrinha de Ramão questionou o motivo pelo qual o raio-X não foi feito já na quarta-feira, uma vez que deve ser realizado com o corpo descongelado. Mesmo assim, agora terá que aguardar até o sábado para que seja realizada a necropsia e a liberação do corpo.

Com isso, familiares que são de outras cidades vão ter que aguardar em Campo Grande por mais dias até que consigam sepultar o parente.

Relembre o caso

Ramão desapareceu nas águas do rio enquanto caçava javalis com um amigo que acabou preso por porte ilegal de arma de fogo. Isso porque com ele foi apreendida uma espingarda calibre .24, que estava com três munições intactas e duas deflagradas.

Já o corpo da vítima foi encontrado por volta das 7 horas da manhã de quarta, nas margens do rio. A princípio, Ramão teria caído dentro do rio quando tentou atravessar. Então, quando olhou para trás e não viu a vítima, o amigo de 51 anos ligou para o Corpo de Bombeiros e relatou o desaparecimento.

Confira a nota da Sejusp sobre o caso

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informa que em razão do avançado estado de decomposição do corpo, precisou passar por pelo procedimento de congelamento, obedecendo os protocolos de biossegurança e sanitário a fim de evitar contaminação. O procedimento será de 48 horas e após esse período será realizada a necropsia com previsão de liberação do corpo até o próximo sábado (25.7).