Pedreiro diz que apedrejou garota até a morte após saber que vítima tinha HIV

Felipe Castro de Souza, de 24 anos, pedreiro acusado da morte da adolescente de 15 anos, Karoline Estefani Moraes Gomes disse na manhã desta sexta-feira (15) durante seu julgamento, em Campo Grande, que teria perdido a cabeça quando a garota contou a ele que era portadora de HIV. O crime aconteceu em junho de 2018 […]
| 15/03/2019
- 14:19
Pedreiro diz que apedrejou garota até a morte após saber que vítima tinha HIV

Felipe Castro de Souza, de 24 anos, pedreiro acusado da morte da adolescente de 15 anos, Karoline Estefani Moraes Gomes disse na manhã desta sexta-feira (15) durante seu julgamento, em Campo Grande, que teria perdido a cabeça quando a garota contou a ele que era portadora de HIV.

O crime aconteceu em junho de 2018 e desde, então, Felipe está preso. Em depoimento, o pedreiro contou que no dia do assassinato Karoline teria feito ameaças de contar a traição a namorada dele, que morava em Dourados. Mas, o que teria feito ele dar duas pedradas na cabeça da garota – o crânio dela rachou com a violência – seria o fato de ela falar a ele que era portadora do vírus HIV.

Eles haviam acabado de manter relações sexuais, sem preservativo, quando a adolescente teria revelado a doença a ele. “Neste momento perdi a cabeça, só pensava na minha saúde”, falou Felipe.

Felipe ainda contou que Karoline queria manter um relacionamento com ele, mas o pedreiro teria dito a garota que tinha uma namorada e que ela estava grávida. Segundo ele, a vítima teria se sentido usada e tentou agredi-lo com tapas, mas ele a segurou pelo pescoço a empurrou para o chão.

As pedradas na cabeça vieram em seguida, quando Karoline revelou a doença. Os dois se conheciam a algum tempo e Felipe mantinha esporadicamente, como ele disse em depoimento, relações com a garota.

No dia do crime, os dois estavam em uma festa e todos ingeriram bebidas alcoólicas e ele ainda teria consumido drogas na casa. Na versão que apresentou à polícia na época do crime, Felipe disse que os dois saíram do local de bicicleta e foram até o matagal, no Jardim Tijuca, onde o corpo foi encontrado, e lá mantiveram relações sexuais.

Segundo o ajudante, o sexo teria sido consensual, mas a polícia não acreditou na versão. Após o ato sexual, a garota teria dito ao autor que ela queria que namorassem e que, se ele recusasse, iria procurar a namorada dele para contar sobre a traição. Ainda segundo o depoimento do ajudante de fazenda, a adolescente teria dito a ele que era portadora do vírus HIV.

Enfurecido, o autor disse que asfixiou a vítima e em seguida deu pedradas na sua cabeça, deixando seu rosto desfigurado. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os dois deixam a casa.

 

 

 

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